Os Justos
Um homem que cultiva o seu jardim, como queria Voltaire.
O que agradece que na terra haja música.
O que descobre com prazer uma etimologia.
Dois empregados que num café do Sul jogam um silencioso xadrez.
O ceramista que premedita uma cor e uma forma.
O tipógrafo que compõe bem esta página, que talvez não lhe agrade.
Uma mulher e um homem que lêem os tercetos finais de certo canto.
O que acarinha um animal adormecido.
O que justifica ou quer justificar um mal que lhe fizeram.
O que agradece que na terra haja Stevenson.
O que prefere que os outros tenham razão.
Essas pessoas, que se ignoram, estão a salvar o mundo.
Jorge Luis Borges, in "A Cifra"
Tradução de Fernando Pinto do Amaral
quinta-feira, dezembro 01, 2011
domingo, novembro 20, 2011
MOMENTO
Nostalgia do Presente
Naquele preciso momento o homem disse:
«O que eu daria pela felicidade
de estar ao teu lado na Islândia
sob o grande dia imóvel
e de repartir o agora
como se reparte a música
ou o sabor de um fruto.»
Naquele preciso momento
o homem estava junto dela na Islândia.
Jorge Luis Borges, in "A Cifra"
Tradução de Fernando Pinto do Amaral
Naquele preciso momento o homem disse:
«O que eu daria pela felicidade
de estar ao teu lado na Islândia
sob o grande dia imóvel
e de repartir o agora
como se reparte a música
ou o sabor de um fruto.»
Naquele preciso momento
o homem estava junto dela na Islândia.
Jorge Luis Borges, in "A Cifra"
Tradução de Fernando Pinto do Amaral
domingo, novembro 13, 2011
E PORQUE NÃO???
Houve uma Ilha em Ti
Houve uma ilha em ti que eu conquistei.
Uma ilha num mar de solidão.
Tinha um nome a ilha onde morei.
Chamava-se essa ilha Coração.
Que saudades do tempo que passei.
Nenhum desses momentos foi em vão.
Do teu corpo, de ti, já nada sei.
Também não sei da ilha, não sei, não.
Só sei de mim, coberto de raízes.
Enterrei os momentos mais felizes.
Vivo agora na sombra a recordar.
A ilha que eu amei já não existe.
Agora amo o céu quando estou triste
por não saber do coração do mar.
Joaquim Pessoa, in 'Ano Comum'
Houve uma ilha em ti que eu conquistei.
Uma ilha num mar de solidão.
Tinha um nome a ilha onde morei.
Chamava-se essa ilha Coração.
Que saudades do tempo que passei.
Nenhum desses momentos foi em vão.
Do teu corpo, de ti, já nada sei.
Também não sei da ilha, não sei, não.
Só sei de mim, coberto de raízes.
Enterrei os momentos mais felizes.
Vivo agora na sombra a recordar.
A ilha que eu amei já não existe.
Agora amo o céu quando estou triste
por não saber do coração do mar.
Joaquim Pessoa, in 'Ano Comum'
segunda-feira, novembro 07, 2011
PROFERIDA
Sou a Tua Casa
Sou a tua casa, a tua rua, a tua segurança, o teu destino. Sou a maçã que comes e a roupa que vestes. Sou o degrau por onde sobes, o copo por onde bebes, o teu riso e o teu choro, o teu frio e a tua lareira. O pedinte que ajudas, o asilo que te quer acolher. Sou o teu pensamento, a tua recordação, a tua vontade. E também o artesão que para ti trabalha, o medo que te perturba e o cão que te guia quando entras pela noite. Sou o sítio onde descansas, a árvore que te dá sombra, o vento que contigo se comove. Sou o teu corpo, o teu espírito, o teu brilho, a tua dúvida. Sou a tua mãe, o teu amante, o marfim dos teus dentes. E sou, na luz do outono, o teu olhar. Sou a tua parteira e a tua lápide. Os teus vinte anos. O coração sepultado em ti. Sou as tuas asas, a tua liberdade, e tudo o que se move no teu interior. Sou a tua ressaca, o teu transtorno, o relógio que mede o tempo que te resta. Sou a tua memória, a memória da tua memória, o teu orgulho, a fecundação das tuas entranhas, a absolvição dos teus pecados. O teu amuleto e a tua humildade. Sou a tua cobardia, a tua coragem, a força com que amas. Sou os teus óculos e a tua leitura. A tua música preferida, a tua cor preferida, o teu poema preferido. Sou o que significas para mim, a ternura que desagua nos teus dedos, o tamanho das tuas pupilas antes e depois de fazer amor. Sou o que sou em ti e o que não podes ser em mim. Sou uma só coisa. E duas coisas diferentes.
Joaquim Pessoa, in 'Ano Comum'
segunda-feira, outubro 17, 2011
SÁBIO AMOR
“...pois o Amor é mais sábio do que a Filosofia,
por mais sábia que esta seja: e é mais forte do que
o poder, por mais poderoso que este seja.Tem asas cor de fogo
e cor de fogo tem o seu corpo. Há uma doçura de mel nos
seus lábios e o seu hálito lembra o incenso”
Extracto do Conto de Oscar Wilde “O Rouxinol e a Rosa”
por mais sábia que esta seja: e é mais forte do que
o poder, por mais poderoso que este seja.Tem asas cor de fogo
e cor de fogo tem o seu corpo. Há uma doçura de mel nos
seus lábios e o seu hálito lembra o incenso”
Extracto do Conto de Oscar Wilde “O Rouxinol e a Rosa”
O Com Amor talvez volte nestes moldes...
Uma citação,
um poema que goste,
com um video.
Poderei escrever um comentário
ou só pedir o vosso...
O desafio de hoje é esse:
Comentem este excerto do conto de Oscar Wilde
sábado, outubro 08, 2011
SEM COMENTÁRIOS
Video de "Amor Electro - A Máquina"
digo que te amo
sorris e eu amo, digo que te quero
sorris e eu quero, dizes em sonhos
em sonhos que já tive, onde desejei ser céu sol e
estrelas para que te pudesse olhar eternamente.
"Digo que te amo"
Poema de Jorge Reis Sá
Poema de Jorge Reis Sá
in "A Palavra no Cima das Águas"
sexta-feira, setembro 30, 2011
SER FORTE
Sei que não dormiste bem hoje...
Por minha causa, filha?
Mas porquê, se estou bem?
Se estou a zelar por ti,
tal como te disse o teu amigo
quando te abraçou
e te deixou chorar???
Porque tens que chorar, filha
e não te preocupes com os outros,
sempre a dizerem que tens que ser “forte”...
Chora o tempo que quiseres: eu escuto-te.
Sei que nem sempre te compreendi,
não te deixei voar como devia....
Mas, filha,
trataste-me sempre como um rei;
deixaste-me partir em paz e com dignidade....
E isso é a melhor prenda que alguma vez me deste.....
Por minha causa, filha?
Mas porquê, se estou bem?
Se estou a zelar por ti,
tal como te disse o teu amigo
quando te abraçou
e te deixou chorar???
Porque tens que chorar, filha
e não te preocupes com os outros,
sempre a dizerem que tens que ser “forte”...
Chora o tempo que quiseres: eu escuto-te.
Sei que nem sempre te compreendi,
não te deixei voar como devia....
Mas, filha,
trataste-me sempre como um rei;
deixaste-me partir em paz e com dignidade....
E isso é a melhor prenda que alguma vez me deste.....
Em memória do meu Pai
15/6/1922 - 30/7/2011
Poema de minha autoria
e dedicado à memória do meu Pai
O "Com Amor" ficará em suspenso algum tempo;
com a morte do meu Pai,
iniciou-se uma nova fase,
um novo ciclo de vida.
Não é um "adeus"; é um "até breve".
Obrigada pela companhia;
ajudaram-me...
A dor está cá,
mas a vossa companhia atenuou-a.
Poema de minha autoria
e dedicado à memória do meu Pai
O "Com Amor" ficará em suspenso algum tempo;
com a morte do meu Pai,
iniciou-se uma nova fase,
um novo ciclo de vida.
Não é um "adeus"; é um "até breve".
Obrigada pela companhia;
ajudaram-me...
A dor está cá,
mas a vossa companhia atenuou-a.
segunda-feira, setembro 19, 2011
VESTIR
Quero-te, como se fosses
a presa indiferente, a mais obscura
das amantes. Quero o teu rosto
de brancos cansaços, as tuas mãos
que hesitam, cada uma das palavras
que sem querer me deste. Quero
que me lembres e esqueças como eu
te lembro e esqueço; num fundo
preto e branco, despida como
a neve matinal se despe da noite,
fria, luminosa,
voz incerta de rosa.
"Poema de Amor para Uso Tópico"
de Nuno Júdice in "Poesia Reunida"
O meu comentário???
Nada é incerto....
Ou é?
Não sei....
sei que não te esqueço....
Sei como te quero...
Ás vezes, não o sei dizer...
Hesito na escolha das palavras
e procuro as dos outros...
Mas estas são minhas...
Não as esqueças....
não as lembres...
Veste-as.....
quinta-feira, setembro 15, 2011
PRESENTE INTENSO
Amei a tua inquietação; e disseste-me que
te amei sem saber porquê, que as marés anunciavam
o luar que não chegou, que não foi preciso
olhar o fundo transparente das palavras
para que a sua verdade nos tocasse, que a tua mão
colheu o fruto da primeira árvore sem que nada
o impedisse.
Amei-te sem ter a certeza da manhã, sem ouvir
o vento que fez bater as janelas num eco do passado,
sem correr as cortinas do mundo para que
ninguém nos visse, sem apagar do teu rosto
o brilho da vida, enquanto as aves dormiam,
e o licor do sonho se derramava sobre os corpos
que cortavam a noite.
Mas ao seguir o seu rumo, o azul
floresceu das cinzas, a música despontou
dos silêncios da madrugada, e os teus olhos
amanheceram quando me disseste que
te amei, sem saber porquê.
NUNO JÚDICE
O meu comentário????
Amei porque te amei
naquele momento....
Com o que tenho
de mais precioso....
Porque é assim que eu vivo o amor....
Existe em mim....
Na verdade de quem sou....
Eu, que te amo
com a única certeza
que tenho na vida....
Amar-te
e dar-te tudo de mim....
Num presente intenso....
sexta-feira, setembro 09, 2011
ENCAIXE
O gesto mais simples,
capaz de ordenar tudo,
foi o que não fizemos
"Explicatio" de José Mário Silva
O meu comentário???
De que nos arrependemos...
Porque nada
mais havia a dizer,
a fazer....
Anda-se às voltas,
com longas explicações,
planos complicados....
E basta apenas
uma palavra...
Para que tudo
encaixe no seu lugar....
Porque,
até o amor tem um lugar...
terça-feira, setembro 06, 2011
ENCANTO
Amar Teus Olhos
Podia com teus olhos
escrever a palavra mar.
Podia com teus olhos
escrever a palavra amar
não fossem amor já teus olhos.
Podia em teus olhos navegar
conjugar os verbos dar e receber.
Podia com teus olhos
escrever o verbo semear
e ser tua pele
a terra de nascer poema.
Podia com teus olhos escrever
a palavra além ou aqui
ou a palavra luar,
recolher-me em teus olhos de lua
só teus olhos amar.
Podia em teus olhos perder-me
não fossem, amor, teus olhos,
o tempo de achar-me.
Carlos Melo Santos, in "Lavra de Amor"
O meu comentário???
Ou nada dizer...
Os olhos dizem tudo aquilo
em que nos perdemos...
Uma história verdadeira....
Os olhos encontram-se,
encantam-se....
Uma história de amor
escreve-se nos olhos....
Falam-te de amor, paixão, desejo,
de perdão, de raiva...
Ou de uma tristeza tão profunda,
da qual podem
nunca se despedir....
Mesmo que os ames
com todo o teu ser....
quarta-feira, agosto 31, 2011
SECRETO
Espelho retrovisor
Quando olho para
trás, nem sempre
sei que tempo se
esconde nestes
versos.
de José Mário Silva
O meu comentário???
O teu tempo...
O que recordas...
O que amas...
Os teus pensamentos...
Desejos secretos,
talvez....
Não sei....
Tudo o que torna mais feliz....
Porque é o verso
que tu escreves...
Com toda a tua alma...
Com todo o teu coração....
segunda-feira, agosto 29, 2011
A REALIDADE
A partir daqui,
não sabemos nada
"Terra incognita" de José Mário Silva
O meu comentário???
Sim, o que sabemos realmente???
Atravessamos todo um deserto
à procura de água...
De amor,
de sabedoria???
De quê???
O que deixamos
para trás na realidade???
E o que vamos aprender
a partir de agora???
quarta-feira, agosto 24, 2011
INTRUSA
Bastava-nos amar. E não bastava
Bastava-nos amar. E não bastava
o mar. E o corpo? O corpo que se enleia?
O vento como um barco: a navegar.
Pelo mar. Por um rio ou uma veia.
Bastava-nos ficar. E não bastava
o mar a querer doer em cada ideia.
Já não bastava olhar. Urgente: amar.
E ficar. E fazermos uma teia.
Respirar. Respirar. Até que o mar
pudesse ser amor em maré cheia.
E bastava. Bastava respirar
a tua pele molhada de sereia.
Bastava, sim, encher o peito de ar.
Fazer amor contigo sobre a areia.
De Joaquim Pessoa
O meu comentário???
E esquecer tudo....
Porque nos esquecemos de tudo....
Na areia
em que o nosso corpo fica esculpido...
Antes da maré cheia,
antes da Lua aparecer nua
e incidir sobre os nossos corpos....
E nos unir ainda mais......
Porque, hoje, é uma intrusa....
A praia é nossa...
domingo, agosto 21, 2011
CHEIRO
Estes pequenos pensamentos são pequenas orações
Estes pequenos pensamentos são pequenas orações
de fidelidade ao teu corpo. Quem dera
que escutasses, destas horas, o cantar do sul,
as persianas do vento debaixo das estrelas,
os meus passos lá fora sobre a relva, junto
a uma imensa rosa de água azul.
Está tão quieto o ar. Tão sem ar o ar,
que o amor sufoca. A cama tem apenas
o aroma dos pinheiros por lençol. Sobre a pele dos mares,
a curva dos teus lábios, nenhuma brisa sopra.
No umbral da porta a manhã aguarda o teu sorriso,
esse jeito de acordar os pássaros do sol.
No pequeno jardim, entre as rápidas chamas da sardinheira
e o fresco ardor da madressilva,
as abelhas procuraram já o teu perfume.
de Joaquim Pessoa
O meu comentário????
São os desejos escondidos no vento...
Nas folhas que se espalham pelo jardim....
Na tranquilidade do gesto,
porque amar-te
é a essência da tranquilidade....
Como o jardim é o segredo
da minha inspiração...
Onde ouço tudo,
todos têm algo a dizer....
Sem se importar com as horas.....
Apenas esse cheiro
que desliza em nós....
Será que amar tem cheiro????
sexta-feira, agosto 19, 2011
CALOR HUMANO
Quero-te para além das coisas justas
Quero-te para além das coisas justas
e dos dias cheios de grandeza.
A dor não tem significado quando ma roubam as árvores,
as ágatas, as águas.
O meu sol vem de dentro do teu corpo,
a tua voz respira a minha voz.
De quem são os ídolos, as culpas, as vírgulas
dos beijos? Discuto esta noite
apenas o pudor de preferir-te
entre as coisas vivas.
de Joaquim Pessoa
O meu comentário????
Amar-te simplesmente...
Por esse facto....
Que não exige explicações....
Muito menos discussões
pela noite dentro....
Em que és meu....
Total,
completamente....
Acordada, a dormir,
mas sinto-te no meu corpo....
Quero que me olhes....
Que me descrevas,
vezes sem conta
no teu olhar....
E saibas que
quem está nos teus braços....
Não é apenas uma coisa viva....
É puro calor humano....
quarta-feira, agosto 17, 2011
GLÓRIA
Meu amor por quem parto. Por quem fico. Por quem vivo.
Teus olhos são da cor do sofrimento.
Amor-país.
Quero cantar-te. Como quem diz:
O nosso amor é sangue. É seiva. E sol. E primavera.
Amor intenso. Amor imenso. Amor instante.
O nosso amor é uma arma. E uma espera.
O nosso amor é um cavalo alucinante.
O nosso amor é um pássaro voando. Mas à toa.
Rasgando o céu azul-coragem de Lisboa,
Amor partindo. Amor sorrindo. Amor doendo.
O nosso amor é como a flor do aloendro.
Deixa-me soltar estas palavras amarradas
Para escrever com sangue o nome que inventei.
Romper. Ganhar a voz duma assentada.
Dizer de ti as coisas que eu não sei.
Amor. Amor. Amor. Amor de tudo ou nada.
Amor-verdade. Amor-cidade.
Amor-combate. Amor-abril.
Este amor de liberdade.
JOAQUIM PESSOA
O meu comentário???
O meu amor por ti...
Eu pessoa, eu País....
Mas nada invento....
Porque eu pessoa,
eu País existo....
Por vezes calado,
outras em guerra.....
Não parto.....
não devo partir....
Fico....
Por ti.....
Pessoa, País....
não importa...
Amar que nunca é demais....
Nas sombras....
nos Ventos.....
Sobretudo, no teu,
no meu coração.....
No sangue,
na glória que é estar vivo.....
sábado, agosto 13, 2011
LAMENTOS
E só agora
tu e eu sabemos
da urgência
do amor.
Polido,
sem fissuras
de Eduardo Pitta
O meu comentário???
E porquê só agora?
Porque não antes???
Mas o que era o "antes"?
Não importa saber....
Temos que viver o amor...
Urgentemente....
Porque amanhã
podemos não estar cá....
E ficamos apenas
com os lamentos....
Com uma culpa pesada
que nunca se separa de nós.....
quarta-feira, agosto 10, 2011
LEMBRANÇA
A um Jovem Poeta
Procura a rosa.
Onde ela estiver
estás tu fora
de ti. Procura-a em prosa, pode ser
que em prosa ela floresça
ainda, sob tanta
metáfora; pode ser, e que quando
nela te vires te reconheças
como diante de uma infância
inicial não embaciada
de nenhuma palavra
e nenhuma lembrança.
Talvez possas então
escrever sem porquê,
evidência de novo da Razão
e passagem para o que não se vê.
Manuel António Pina,
in "Nenhuma Palavra e Nenhuma Lembrança"
O meu comentário????
Mas escreve...
A tua verdade,
a tua loucura...
Na poesia das estrelas,
na prosa de desafio...
Serve-te
das tuas lembranças
felizes
para escreveres feliz...
Fazeres sorrir os outros...
E neles deixares o teu nome...
A tua verdade,
a tua loucura...
Na poesia das estrelas,
na prosa de desafio...
Serve-te
das tuas lembranças
felizes
para escreveres feliz...
Fazeres sorrir os outros...
E neles deixares o teu nome...
sexta-feira, agosto 05, 2011
VER-TE
Atravesso o bosque
de castanheiros
pisando o manto das folhas
levadas pelo vento
no príncipio de outono.
Fecho a cancela de madeira do jardim
e lavo o rosto para entrar em casa.
Esta noite
dormirei à luz das velas
se for preciso
de Carlos Saraiva Pinto
O meu comentário???
Simplesmente...
Ver-te.....
Esconder-te
o desejo do meu corpo...
Mas, ao mesmo tempo,
ansiosa por to revelar...
Num abraço....
Ao abrigo da brisa de outono...
Num suspiro,
contra a pele quente
do teu peito....
E no olhar,
a luz do prazer....
De amar-te...
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