É por ti que escrevo que não és musa nem deusa
mas a mulher do meu horizonte
na imperfeição e na incoincidência do dia-a-dia
Por ti desejo o sossego oval
em que possas identificar-te na limpidez de um centro
em que a felicidade se revele como um jardim branco
onde reconheças a dália da tua identidade azul
É porque amo a cálida formosura do teu torso
a latitude pura da tua fronte
o teu olhar iluminada
o teu sorriso solar
é porque sem ti não conheceria o girassol do horizonte
nem a túmida integridade do trigo
que eu procuro as palavras fragrantes de um óasis
para a oferenda do meu sangue inquieto
onde pressinto a vermelha trajectória de um sol
que quer resplandescer em largas planícies
sulcado por um tranquilo rio sumptuoso
De António Augusto Rosa
O meu comentário????
E no horizonte me declaro...
Reparo no que há de mais simples na vida...
A tranquilidade dos cheiros...
O prazer das cores...
Os sentimentos inquietos num dia,
quase sempre imperfeito....
Mas se escrevo sobre ti,
se penso em ti,
mesmo que ache
que não há coincidências,
olho o mundo doutra maneira....
Porque tu existes..
E eu deixei o reino das sombras
e vivo agora no Sol.....