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A mostrar mensagens de maio 11, 2008

FRUTOS

Passamos pelas coisas sem as ver, gastos, como animais envelhecidos: se alguém chama por nós não respondemos, se alguém nos pede amor não estremecemos, como frutos de sombra sem sabor, vamos caindo ao chão, apodrecidos. Eugénio de Andrade O meu comentário?? Nunca estivemos vivos... Sentimos vergonha... De quê e porquê? Sentimos medo.... Dos outros? Às vezes, os outros nem sabem que existimos.... Deixamos que o coração aprodreça em nós??? Não..... Em vez de cair ao chão, porque não tentar voar?? Caminhar ou escalar ou trincar com gosto uma maçã???

RAZÕES PARA ESCREVER

ESCREVO - EUGÉNIO DE ANDRADE Escrevo já com a noite em casa. escrevo sobre a manhã em que escutava o rumor da cal ou do lume e eras tu somente a dizer o meu nome. Escrevo para levar à boca o sabor da primeira boca que beijei a tremer. Escrevo para subir às fontes E voltar a nascer... O meu comentário??? Escrever sobre tudo ou sobre alguém.. Escreve-se sobre .... A neve que nos queima a pele??? Como o pó nos faz espirrar??? A forma como o corpo interpreta a música??? Como a boca é gulosa e atrevida??? Ah, a sedução da escrita..... A verdade, a fantasia, o sonho.... Sempre... Poema já colocado no blog, mas o comentário reescrito

RESPOSTA A DESAFIO

A SLetras fez-me o seguinte desafio: São-nos pedidas seis palavras para uma curta "muito curta"biografia (há quem opte por um conceito) e podemos dar-lhes ênfase com uma imagem a condizer. Devemos colocar um link para quem nos desafiou e por nossa vez desafiar mais cinco blogues, avisando-os deste mesmo convite à valsa". Optei igualmente por uma frase/citação que resume o que penso da vida. Não sei se está correcta, mas nas fases mais complicadas da minha vida, encontrei nela força para continuar... "Sempre que Deus fecha uma porta, abre uma janela algures"... O convite está aberto a todos..... Até já

VERDADE ABSOLUTA

NÃO SAIBAS: IMAGINA... Miguel Torga Deixa falar o mestre, e devaneia... A velhice é que sabe, e apenas sabe Que o mar não cabe Na poça que a inocência abre na areia. Sonha!Inventa um alfabeto De ilusões... Um á-bê-cê secreto Que soletres à margem das lições... Voa pela janela De encontro a qualquer sol que te sorri! Asas? Não são precisas: Vais ao colo das brisas, Aias da fantasia... O meu comentário??? Nunca se sabe tudo.... Há certezas cientificas.... mas a verdade absoluta??? Sonhar na areia.... Desenhar os ruídos do mar.... Inventar histórias nas ondas.... Ficar a olhar para o infinito... Que importa a velhice? Ou mesmo a infância.... O segredo é ....encontrar palavras que rimem com "ar".....

SER MAIS FELIZ

FIM Mário de Sá-Carneiro Quando eu morrer Batam em latas, Rompam aos saltos e aos pinotes Façam estalar no ar chicotes Chamem palhaços e acrobatas. Que o meu caixão vá sobre um burro Ajaezado à andaluza: A um morto nada se recusa E eu quero por força ir de burro... O meu comentário??? Talvez receber na morte o que se ignorou em vida... Porquê?? Para quê?? O fim.... porque é que tem que haver um fim?? Ser palhaço... Ou acrobata.... Sonhos de infância??? Porque não simplesmente seguir esses sonhos??? Talvez se seja mais feliz...