quinta-feira, agosto 11, 2022

INSÓLITO OU INDIGO (POEMA DE 2011)


No meu sonho,

vejo-me criança.

 

Insólito,

não será eu jogar com o mar,

perseguir, feliz a espuma.

Dar nome às ondas e

ficar triste por não regressarem...

 

Insólito,

será todo este azul.

Azul indigo,

mágico...

 

Embrulha agora a minha noite.

Revela o meu nome à casa.

E, amanhã,

talvez pinte assim a varanda....


POEMA ESCRITO E PUBLICADO EM MARÇO 2011


terça-feira, agosto 09, 2022

MEUS (POEMA FEVEREIRO 2011)

 

Os meus beijos....
são sempre para ti...

Não os sentes?

Nos teus dedos,
na palma da tua mão?

Precipitam-se,
vestem o teu corpo....

Despoletam sensações,
cruzam-se em apelos,
gemidos.

De amor,
de calor...

Os meus....


POEMA ESCRITO E PUBLICADO EM FEVEREIRO 2011

segunda-feira, agosto 08, 2022

DESENHOS NO CHÃO (POEMA FEVEREIRO 2011)

 

Ás vezes, as palavras voam...
Não sei para onde,
ou por quanto tempo...

Deixam-me com a boca amarga,
os ombros contraídos e
uma atracção fatal pelos desenhos no chão...

Contudo,
nada tem que ser imperfeito,
só porque as palavras me abandonaram...

Se a vida ainda dorme em mim...
Se a alma a saboreialivremente....

Não preciso delas.....


POEMA ESCRITO E PUBLICADO EM FEVEREIRO 2011

quinta-feira, agosto 04, 2022

NOITE APAIXONADA (POEMA DE 2009)

 


Para ti….

Esse beijo…

…. Em que o ar, trapalhão, mas decidido….

……tropeça…


Esse beijo....

que a ponta da língua ainda procura…

....Na humidade dos lábios….

.....Mal disfarçada com “gloss”…


Ainda a esta hora….

Pois que a noite apaixonada….

……Há muito que se afastou…


POEMA ESCRITO E PUBLICADO EM JANEIRO 2009

quarta-feira, agosto 03, 2022

SONHO (POEMA DE 2010)

 

Sonho demais e talvez não devesse

confiar tanto no tempo.

Em que te amo loucamente, em que

me sinto confusa por ser finalmente eu.

Mesmo assim, não me convenço de que

te amo como sempre desejei

e sinto em ti a resposta que sempre sonhei.

Não me atrevo a querer mais.

POEMA ESCRITO E PUBLICADO EM SETEMBRO 2010


Nota:

Nos comentários, também podem dar a vossa opinião sobre a última frase, ou seja, devemos atrever-nos a querer mais?