O amor.... bem, muitas vezes não se sabe por onde anda e o vento passa por nós da maneira que quer e quando quer, umas vezes causando estragos, outras acariciando-nos com a sua suave brisa; é livre o vento e o amor também quer ser, mas, esse, bem....nem sempre consegue; há sempre alguém que o quer prender, por muito que saibe que ele não resiste a amarras, Um beijinho, Marta e obrigada pela bela poesia que connosco partilhas. Emilia
Bom dia Marta, Outro belo poema e muito profundo. "O vento sopra onde quer...". Por vezes não o ouvimos, mas ele não se afasta e insufla-nos o ser com leveza. Beijinhos, Ailime
Hoje… inspiro-me no azul… No contraste entre a Paz e a Fúria… Ou o simples mergulhar do corpo no Mar… Esquecer o Ontem… O Hoje…também… Por escassos momentos… Poema escrito em Outubro 2017 II Talvez Hoje… eu volte a escrever a Azul… E, fale novamente de Paz… Dessa Paz longínqua… mas que consigo encontrar algures no Mar… Poema escrito em Agosto 2026 Ambos os poemas escritos por MV@MartaVinhais@ Foto de autoria de Christine Muratom
Encontro-te... sentado na sala, com as luzes baixas... Assustas-me... Tu, com a tua lendária e inesgotável energia... Os teus desportos radicais... que nunca entendi... Como baixo está o som... A música escolhida... O meu tango favorito, à "Média Luz", que sempre desdenhaste e cuja letra, tantas vezes... torturaste... Procuro o champagne e o ramo de rosas habituais... O gesto simpático de um bom amigo para com a anfitriã do jantar... Em vão... E quando te interrogo com o olhar... o teu continua inexpressivo e levantas-te silenciosamente da cadeira... Caminhas para mim, desenhando na perfeição os passos clássicos do tango... Arrebatando-me... conduzindo-me fatalmente pela sala... Numa reconquista, numa renovação, numa afirmação... Poema escrito em 2007 por MV@MartaVinhais@ e publicado hoje novamente em resposta à proposta "Tertúlia de Amor" do blog " Amor Azul" Em homenagem também à minha Mãe que cantava muitas vezes a sua versão deste tango.
Ouço a fúria da chuva lá fora, no jardim... E, penso... no final que poderei dar à história que a chuva conta... Uma história que se desenha na sombra das árvores e sorri... no verde das folhas... Poema escrito em Setembro 2014 II Há muito… que não escuto a fúria do Vento… a abater-se sobre as copas das árvores… Porque já não tenho qualquer história a escrever sobre o jardim e sobre aquelas árvores… Tudo desapareceu… e eu própria em breve… deixarei este local… Poema escrito em Julho 2026 Ambos os poemas escritos por MV@MartaVinhais@ Foto de autoria de Mira Nedyalkova
Comentários
Belo poema, gostei imenso.
Marta, querida amiga, tem um bom resto de domingo e uma boa semana.
Beijo.
Um beijo, minha amiga.
Emilia
Outro belo poema e muito profundo.
"O vento sopra onde quer...".
Por vezes não o ouvimos, mas ele não se afasta e insufla-nos o ser com leveza.
Beijinhos,
Ailime
Belíssimo.
Bj.