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SEGREDOS DA BRISA

Conta-me essa história, mas esquece deliberadamente os nomes e as datas. Diz-me que essa primavera era outra, muito mais antiga. e agora lembrada sem querer ou por acaso. Conta-me como foi, mas evita os pequenos detalhes intranquilos. (Excerto) Maria do Rosário Pedreira - A Casa e o Cheiro dos Livros O meu comentário?? Às vezes, esses pequenos detalhes são importantes.... Acabam por ser a solução... O fim ou o princípio do caminho...de uma outra vida... Às vezes, os nomes e as datas tornam-se incómodos... Uma porta que se fecha...abandona-se.... A única certeza.....a Primavera volta sempre..... Com ela, as andorinhas, as cores claras e os segredos da brisa...........

5 BLOGS QUE FAZEM PENSAR

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Este blog foi nomeado pela Flor da Pele como um dos blogs que a fazem pensar... Obrigada pela nomeação e agora terei que destacar 5 outros blogs. Tal como eu, esses blogs terão que colar este selo e fazer um novo post, nomeando outros 5 blogs. Como o meu outro blog (Minha Página) foi novamente nomeado pela Angel Bar, alguns blogs que indico são comuns aos 2. De - Propósito - www.de-proposito.blogspot.com Belakbrilha - www.belakbrilha.blogspot.com Un Dress - www.un-dress.blogspot.com A vida da pipoca - www.avidapipoca.blogspot.com Álvaro Gonçalves - www.horizonte-o-limite.blogspot.com Obrigada pela companhia e à Rosa Maria também

CANTOS ESCONDIDOS

O meu amor não cabe num poema ― há coisas assim, que não se rendem à geometria deste mundo; são como corpos desencontrados da sua arquitectura os quartos que os gestos não preenchem. ..... O meu amor não cabe num poema (excerto) de Maria do Rosário Pedreira O meu comentário??? O amor....profundo, intenso...... Palavras são vagas.... Vazias, sem sentido..... Não se obedece a regras.... Emoções, sentimentos, sensações..... Não rimam... Existem... sentem-se e nada mais... Intímas demais... apenas se identificam com o brilho No olhar... No sorriso... E...nos cantos mais escondidos do corpo...........

CIRCUNFERÊNCIA

MORRO DO QUE HÁ NO MUNDO Cecília Meireles Morro do que há no mundo: do que vi, do que ouvi. Morro do que vivi. Morro comigo, apenas: com lembranças amadas, porém desesperadas. Morro cheia de assombro por não sentir em mim nem princípio nem fim. Morro: e a circunferência fica, em redor, fechada. Dentro sou tudo e nada. O meu comentário??? A morte associa-se ao vazio.... À perda de tudo...... Teve-se tudo ou não se teve nada.......... Sozinho??? Morre-se sozinho, apenas com as memórias.... Desesperadas, alegres.... tudo depende da forma como se viveu... Intolerante, lutador, revoltado, triste, insatisfeito... Exactamente ...uma circunferência....

ALÉM

ALÉM DA TERRA, ALÉM DO CÉU Carlos Drummond de Andrade Além da Terra, além do Céu, no trampolim do sem-fim das estrelas, no rastro dos astros, na magnólia das nebulosas. Além, muito além do sistema solar, até onde alcançam o pensamento e o coração, vamos! vamos conjugar o verbo fundamental essencial, o verbo transcendente, acima das gramáticas e do medo e da moeda e da política, o verbo sempreamar, o verbo pluriamar, razão de ser e de viver . O meu comentário??? Sensação de amar... De estar viva............... Glória total..... Fechar os olhos e respirar fundo... Tranquilidade...encontrar o essencial............ Amar tudo - principalmente a nós próprios e em nós encontrar o amor para dar............. Muito.................... A vida......................................... P.S.: O COM AMOR tem uma nova cara - espero que gostem.....................

DOIS LADOS DA MESMA MOEDA

TRADUZIR-SE de Ferreira Gullar Uma parte de mim é todo mundo: outra parte é ninguém: fundo sem fundo. Uma parte de mim é multidão:outra parte estranheza e solidão. Uma parte de mim pesa, pondera:outra parte delira. ..... O meu comentário?? Os 2 lados da mesma moeda: Os extremos.... A vontade louca de partir numa aventura... A verdade triste de pensar no dia seguinte....... Refrear, reconsiderar, rever... Simplesmente palavras ou pensar com cabeça ? Pensar com o coração e recusar ouvir a voz séria da cabeça... O que fazer, então???

DITO COM NUDEZ

O SEU SANTO NOME de Carlos Drummond de Andrade Não facilite com a palavra amor. Não a jogue no espaço, bolha de sabão. Não se inebrie com o seu engalanado som. Não a empregue sem razão acima de toda a razão ( e é raro). Não brinque, não experimente, não cometa a loucura sem remissão de espalhar aos quatro ventos do mundo essa palavra que é toda sigilo e nudez, perfeição e exílio na Terra. Não a pronuncie . O meu comentário??? Sim, poeta... pronunciar amor só quando realmente o sentir......... Amor é intimidade... Solidão e vaidade interior... Grandeza...Sorrisos, enigmas..... Tudo isso é amor.... Nosso....só deve ser compartilhado e dito com nudez, então.... A quem verdadeiramente amamos..................