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PRESENTES

Tu eras também uma pequena folha que tremia no meu peito. O vento da vida pôs-te ali. Ao princípio, não te vi; não soube que ias comigo, até que as tuas raízes atravessaram o meu peito, se uniram aos fios do meu sangue, falaram pela minha boca, floresceram comigo. Pablo Neruda O meu comentário?? E não é o Amor assim??? Conquista-nos lentamente, testa os nossos limites... Torna-se nosso cúmplice... imprescendível... Parte de nós e morre connosco.... Ou não.... Pode ser apenas uma ilusão, uma utopia... Talvez porque não se abre o peito... Não se abraça o mundo... Eu abraço o mundo e às vezes, recebo presentes inesperados..............

RISO

Nega-me o pão, o ar, a luz, a primavera, mas nunca o teu riso, porque então morreria. PABLO NERUDA O meu comentário?? Amar assim...completamente... Sentir a alegria... Porque há luz no riso... Esquece-se o frio do Inverno... A chuva no Outono... e o sol timido da Primavera Quando o riso, livre, profundo, invade o ar... atravessa os oceanos... conquista-nos o coração...

DEVOLVER A ALEGRIA

DEVER DO POETA É CANTAR COM SEU POVO E DAR AO HOMEM O QUE É DO HOMEM: SONHO E AMOR. LUZ E NOITE, RAZÃO E DESVARIO PABLO NERUDA - Prólogo de Las Piedras de Chile*** O meu comentário? O que devia pertencer sempre ao Homem e que, por vezes ele esquece... Troça de quem sonha... Banaliza o amor... Aterroriza a luz e foge da razão... Esconde-se na noite.... clandestino quem luta contra quem quer destruir... Uma coisa tão simples.... como devolver a alegria a quem está sozinho........ ***Citação já colocada no blog, mas com comentário reescrito

SÚPLICA

Murmúrio Traze-me um pouco das sombras serenas que as nuvens transportam por cima do dia! Um pouco de sombra, apenas,- vê que nem te peço alegria. Traze-me um pouco da alvura dos luares que a noite sustenta no teu coração! A alvura, apenas, dos ares:- vê que nem te peço ilusão. Traze-me um pouco da tua lembrança, aroma perdido, saudade da flor! - Vê que nem te digo - esperança! - Vê que nem sequer sonho - amor! Cecília Meireles O meu comentário?? Uma súplica... uma pergunta para a qual não há resposta... Um sussuro...um murmúrio mudo e ignorado... Uma memória perdida e arrependimento... É o fim e o começo de uma outra maneira de viver... Porque é possível viver novamente... Com outros sonhos, outras ilusões, até mesmo o cheio de uma outra flor... Enterra-se essa memória... virá ter connosco nos momentos mais inoportunos... Fará sempre parte de nós... mas não nos deve amordaçar............

O ECO DO MEDO

Não sintas o medo. Fecha-o no escuro, tira-lhe os olhos e pisa-o, como se fosse uma cobra venenosa. É preciso ter coragem! Mata o medo! Não vivas o medo! António Marques Leal - Deserto de ecos O meu comentário??? O eco devolve esse sentimento... Essa escuridão, essas horas perdidas... Para quê ter medo? Porquê? Mas quem não o sentiu? Uma prova de fogo....... ......em que nos conhecemos ou desistimos de o fazer.... Mergulhar no medo e vencê-lo no seu próprio jogo.....

LUZ

Sós, imensamente sós, caminhamos sem um cruzamento. Vive-se, olhando em redor e procurando uma luz que indique o caminho de retorno ao futuro. Deserto de ecos - António Marques Leal O meu comentário??? E que futuro??? Às vezes, não temos a certeza que há esse futuro... Que vamos descobrir essa luz... Caminhamos sempre à procura do excesso.... Que se desvanece e a única coisa que fica é a luz... Não a que procuramos.... mas a que esteve sempre connosco... Nunca a alimentamos... Apenas esperou por nós.... que erguessemos os olhos e a vissemos reflectida.......

CRIANÇA

Queria fazer-te um verso que rimasse com criança. Procurei pelo universo e, enchendo-me de desconfiança, resolvi, com raiva e frenesim, esconder-me dentro de mim Deserto de Ecos - António Marques Leal O meu comentário?? O que rima com criança? Amor, carinho, ternura, protecção... Histórias com fadas, duendes.... Correrias pela praia, gritos selvagens.... Sentimentos desconhecidos...poderosos... Capazes de desafiar tudo e todos para que aquela criança cresça feliz... Sem deixar que ela se esconda dentro de nós ou dela própria ... NOTA: Embora já tenha colocado este poema no blog, é com prazer que o repito e reescrevo o meu comentário. Agradeço ao autor, António Marques Leal, a amabilidade de me ter enviado o livro em questão, com o seu autógrafo....