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COM A VIDA

Rosa branca ao peito Teu corpinho adolescente cheira a princípio do mundo. Ainda está por soprar a brisa que há-de agitar a tua seara. Ainda está por romper a seara que há-de rasgar o teu solo fecundo. Ainda está por arrotear o solo que há-de sorver a água clara. Ainda está por ascender a nuvem que há-de chover a tua chuva. Ainda está por arder o sol que há-de evaporar a água da tua nuvem. Mas tudo te espera desde o princípio do mundo: a doce brisa, a verde seara, o solo fecundo. Tudo te espera desde o princípio de tudo: a água clara, a fofa nuvem, o sol agudo. Tu sabes, tu sabes tudo. Tu és como a doce brisa, a verde seara e o solo fecundo que sabem tudo desde o princípio do mundo. Tu és como a água clara, a fofa nuvem e o sol agudo que desde o princípio do mundo sabem tudo. O teu cabelo sabe que há-de crescer e que há-de ser louro. As tuas lágrimas sabem que hão-de correr nas horas de choro Os teus peitos sabem que hão-de estremecer no dia do riso. O teu rosto sabe que há-de enrubesc...

ABERTURA COMPLETA

Poema do Homem Só Sós, irremediavelmente sós, como um astro perdido que arrefece. Todos passam por nós e ninguém nos conhece. Os que passam e os que ficam. Todos se desconhecem. Os astros nada explicam: Arrefecem Nesta envolvente solidão compacta, quer se grite ou não se grite, nenhum dar-se de outro se refracta, nehum ser nós se transmite. Quem sente o meu sentimento sou eu só, e mais ninguém. Quem sofre o meu sofrimento sou eu só, e mais ninguém. Quem estremece este meu estremecimento sou eu só, e mais ninguém. Dão-se os lábios, dão-se os braços dão-se os olhos, dão-se os dedos, bocetas de mil segredos dão-se em pasmados compassos; dão-se as noites, e dão-se os dias, dão-se aflitivas esmolas, abrem-se e dão-se as corolas breves das carnes macias; dão-se os nervos, dá-se a vida, dá-se o sangue gota a gota, como uma braçada rota dá-se tudo e nada fica. Mas este íntimo secreto que no silêncio concreto, este oferecer-se de dentro num esgotamento completo, este ser-se sem disfarçe, virgem...

TEMPO PREENCHIDO

Tempo de Poesia Todo o tempo é de poesia Desde a névoa da manhã à névoa do outo dia. Desde a quentura do ventre à frigidez da agonia Todo o tempo é de poesia Entre bombas que deflagram. Corolas que se desdobram. Corpos que em sangue soçobram. Vidas que a amar se consagram. Sob a cúpula sombria das mãos que pedem vingança. Sob o arco da aliança da celeste alegoria. Todo o tempo é de poesia. Desde a arrumação ao caos à confusão da harmonia. António Gedeão O meu comentário??? Amargura, dor, ciúme e traição.... ...........abertamente em palavras gritadas... Ou revolta...camouflada em frases simples.... Um poema de amor...com frases de dor... Um poema de revolta...com esperança descrita....... Um poema simples sobre o mar... A guerra das estrelas....o poder dos Deuses............ Tempo rico, preenchido.... Abre o silêncio... Guarda o riso..................

CAMINHO

II Escuta. Desejo ainda que a tua pele, doce, grande, macia, fique ao pé de mim para sempre e seja (porque pode ser) a minha venal estrada de acúçar Fernando Manuel Noivo (Livro "O princípio da Sedução") O meu comentário??? Ficar perto.... Sentir, ouvir, ver.... O coração... A respiração... O sorriso... Respirar fundo e prolongar esse momento.... Esse eterno desejo.... De que o mundo fique lá fora.... Nada perturbe o caminho da sedução e desse amor....

MEL

Os primeiros trabalhos São os trabalhos de sedução. Dizer aos barcos para atracarem junto aos morangos; dizer aos lábios para chegarem em primeiro lugar as secretas notícias, ao prazer do açúcar, ao aveludado chocolate dos seios à parte animal das imagens, aos textos escritos, são por certo um dos primeiros ofícios do poeta. Ou talvez até O princípio... O princípio da sedução Fernando Manuel Noivo (Livro "O princípio da sedução") O meu comentário??? Prazer que escorre como o mel... Na nudez aveludada... Não só dos seios... Mas do corpo em si.... Deixar que a pele fale.... Se escute realmente o que tem para dizer... Numa sedução perfeita... De quem quer... Amar e ser amado realmente.......

AZUL DO MAR

Os cenários I As imagens surgem sob a água. O corpo começa a respirar o princípio do tempo. O vidro é alterado e as mãos encerram os azuis cenários onde as figuras vão nascer. Fernando Manuel Noivo (Livro "O princípio da Sedução") O meu comentário???? Água...azul... O corpo livre.... Percorrido pelas mãos... Respirar fundo e sentir que o tempo.... Não tem princípio nem fim... Nasce com cada beijo....com cada suspiro.... Em cada mergulho......... No cenário imenso que é o mar..................

ABRAÇO COM COR

O teu corpo é um copo onde bebo o teu amor. Os teus seios uma nuvem onde nasce a pequena flor. O teu sexo uma viagem vermelha onde o animal encontra a dor. Os teus lábios uma música que perpassa o vitral incolor. Sinto... dentro da penumbra um enorme sol que me cura a dor Sinto... as tuas mãos e o teu calor... Ouço o teu amor... Fernando Manuel Noivo "O princípio da sedução" O meu comentário??? Negar??? Que estou seduzida???? Sinto cada uma das palavras... Ouço cada suspiro.... A doçura.... O calor que arrebata o corpo.... Que dá e recebe.... Esse amor com prazer.... Num abraço com muita cor....