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7

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Tenho 7... 7 pequenas histórias para contar Para te despir de mim, e preencher o vazio em que me deixaste... 7 palavras, 7 gestos, 7 passos Para me reconciliar com a vida, reerguer-me no tempo... Acreditar novamente que a alma voa... Mesmo que não decifre os mistérios do Universo... DA PÁGINA “DISCOVER ART”

PARA ALÉM DAS SOMBRAS

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Para além das Sombras... Há um reino mágico... Em que o tempo é simplesmente o tempo... E nada é banal, nada é ridículo... Porque é o sonho que cada um vive... Nesse reino mágico.... Para além das sombras... DA PÁGINA “DISCOVER ART”

DESERTA

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Estou deserta... Estou só com o mar num abraço completo Num beijo de espuma Por entre o espaço e a memória dos dias em que tudo se define... FOTO DE JOSÉ ALEX GANDUM

CONFISSÕES

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Confesso que não sei o que confessar... Talvez a culpa seja um pecado, mas não tenho coragem de perguntar. Porque estou cansada, triste demais para falar da minha alma doente. Talvez isto seja desistir; talvez seja esse o meu pecado, mas eu tentei... Tropecei na desilusão, magoei-me com as mentiras, desiludi-me com o tempo e quando gritei porquê, encontrei o vazio. Confesso que nem sempre perdoo. Não gosto de olhares falsos ou sorrisos bajuladores. Ou palavras traiçoeiras... E, às vezes, peço apenas silêncio para me sentir. Para fechar os olhos e divagar algures, longe daqui, destas confissões que só eu escuto. Não falo de pecados mortais. Confesso erros que me humilharam, mas que se tornaram numa lição valiosa. E se fui vaidosa, se voei até ao topo do Mundo por um minuto... para quê negar de que gostei? Gosto da noite, dos sons e dos cheiros. De música suave e de pés descalços. Da brisa no Verão, de nuvens e de cor-de-rosa. Não gosto do som...

SIMPLESMENTE

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TELA DE GREG OLSEN Quem diz? Que a noite não é uma sedutora... Quem diz? Que o tempo não tem memórias... Quem diz? Quem diz... não sabe o que diz Ou não vive simplesmente...

PENA

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FOTO DE JOSÉ ALEX GANDUM Tentei escrever uma história de Natal... Mas eis que as palavras soam rebuscadas, distantes e nada na história tem alma... Não me apresso a voltar para casa... Nem mesmo quando a Lua mo pede... Talvez a Lua tenha pena de mim, de me ver tão só, numa rua deserta, onde só ecoam os meus passos... Mas eu não me importo... Nada tenho a declarar, porque hoje... Só existo eu e os meus fantasmas... A todos os meus amigos,  Festas Felizes Estarei ausente uns dias;  volto no dia 28.

DECLARO

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Esta noite, as palavras declaram-se... Tranquilamente... Como o pôr-do-Sol... TELA DE S HARDING