O óbvio seria desejar não ter rugas nem o cabelo branco. Mas a verdade é que estou a gostar de ter o cabelo branco e arrependo-me de ter seguido as modas e o ter pintado numa cor que não tinha alma. Vejo, agora como era artificial e como me envelhecia. São as loucuras da “juventude”, dirão… e para quê falar num passado, se o presente é diferente? Gosto da minha imagem no espelho quando acordo. Apesar do cabelo estar despenteado, a pele estar mais pálida e não estar tão ágil… Porque cheguei até aqui, sem arrependimentos e em paz comigo mesmo…. A única coisa que mudaria seria o olhar. É um olhar triste, incompleto e se me perguntarem porquê, a resposta será sempre “não sei”... É a tal pergunta para a qual não encontrei ainda resposta. Ainda a procuro e é essa a mensagem que continua escrita no espelho... Se até à minha morte, não sei... “ Porque é qu...