Costumo dizer que a noite é a verdade, pois é de noite que as coisas importantes da Vida se revelam e que as sensações são mais fortes... é de noite que se fazem juras... mesmo que na manhã seguinte se amaldiçoem...
De que céu caído, oh insólito, imóvel solitário na onda do tempo? És a duração, o tempo que amadurece num instante diáfano; flecha no ar, branco embelezado e espaço já sem memória de flecha. Dia feito de tempo e de vazio: desabitas-me, apagas o meu nome e o que sou, enchendo-me de ti: luz, nada. E flutuo, já sem mim, pura existência "Dia" de Octavio Paz in "Liberdade sob palavra" Tradução de Luis Piganalli O meu comentário??? A onda do tempo é como a onda do mar. É única - por vezes, cruel... Desconhece o que é a luz ou finge que não a vê... Porque só existe e naquele momento, não há nada... Passado, presente ou futuro... Paisões, desejos, amor... Nada... Nem mesmo os meus gritos de revolta o impedem... De arrasar as memórias da verdadeira razão de existir... O tempo é como o mar.... Talvez o mar não seja tão impiedoso como o tempo.... Perdoem-me se disser que não sei.... Não sei mesmo....
Sei… Sei que não sou ilustre nem brilhante… Talvez ontem isso fosse importante... Mas, hoje… eu quero ser apenas louca… E deixar que sintas o meu prazer, o meu desejo.. . FOTO DE LAURA ZALENGA
Não sei… Não sei mesmo se o Vento sabe o meu Nome… Já que dizem… que vivo num Jardim secreto e proibido… onde o Vento não chega…. Setembro 2023 FOTO DE ANDREA KISS
Comentários
Magnífico poema, como sempre.
Tem um bom fim de semana, querida amiga Marta.
Beijo.
Lindo, muito lindo este poema.
À noite a luz torna-se mais clara.
Beijinhos e bom fim de semana.
Ailime
Uma boa semana.
Beijos.
Dorme meu menino(a)!
Bj.