Calma, as palavras são refeitas, emergem da serapilheira, emergem desafiadoras em seus ciclos de lágrimas brancas ou negras. Se as palavras não morressem, como poderiam ser renovadas?
Posso ter esquecido os meus sonhos e já não procurar uma resposta nas estrelas cadentes… Mas continuo… a quebrar o meu silêncio na magia das cores…. Poema escrito em Setembro 2026 por MV@MartaVinhais@ Foto de autoria de Mira Nedualkova
Volto… a reescrever o poema… Como se de tal dependesse a minha Vida… O tal poema que continua a desafiar-me e a manter-me Viva… Poema escrito em Setembro 2026 por MV@MartaVinhais@ Foto de autoria de Mira Nedyalkova
Encontro-te... sentado na sala, com as luzes baixas... Assustas-me... Tu, com a tua lendária e inesgotável energia... Os teus desportos radicais... que nunca entendi... Como baixo está o som... A música escolhida... O meu tango favorito, à "Média Luz", que sempre desdenhaste e cuja letra, tantas vezes... torturaste... Procuro o champagne e o ramo de rosas habituais... O gesto simpático de um bom amigo para com a anfitriã do jantar... Em vão... E quando te interrogo com o olhar... o teu continua inexpressivo e levantas-te silenciosamente da cadeira... Caminhas para mim, desenhando na perfeição os passos clássicos do tango... Arrebatando-me... conduzindo-me fatalmente pela sala... Numa reconquista, numa renovação, numa afirmação... Poema escrito em 2007 por MV@MartaVinhais@ e publicado hoje novamente em resposta à proposta "Tertúlia de Amor" do blog " Amor Azul" Em homenagem também à minha Mãe que cantava muitas vezes a sua versão deste tango.
Comentários
Cumprimentos
Beijinhos
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Pétalas da solidão ...
Beijo e uma excelente noite
Saúde
Coisa que não é seu costume.
Querida amiga Marta, continuação de boa semana.
Beijo.
hão-de rejuvenescer imaculadas em ti
Beijo, Marta-