EM CONCHA
I Esta manhã, acordei agitada, sem rumo Deixei o quarto na penumbra e sentei-me na posição de Buda .... Fechei os olhos e coloquei as mãos em concha no colo.... E voltei o olhar para dentro de mim... Poema escrito em 2017 II Por vezes… sinto-me sem rumo… perdida numa agitação sem nome… E, escolho a penumbra… cruzo as pernas… Fico na posição de Buda… Volto a olhar… para dentro de mim… e respiro… fundo num reencontro suave com a Alma… Poema escrito em Maio 2026 Ambos os poemas escritos por MV@MartaVinhais@ Foto de autoria de Christine Muraton

Comentários
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Deixando cumprimentos
Que me dera navegar pelas águas do alto mar.
Beijos e um excelente dia
Tropear em palavras e formar poemas assim tão libertos, sem tropeços...
Tenha dias abençoados!
Bjm carinhoso e frantern de paz e bem
Marta, um bom fim de semana.
Beijo.
Tropeçar nas palavras acontece mais vezes do que gostaríamos - nada conseguimos contra a força inexorável do "Grande Outro Primordial", ou, como diria Freud, do nosso SuperEgo a ditar os "actos falhados" que nos dão a conhecer da pior maneira.
Marta, só uma extraordinária sensibilidade consegue a finura expressa neste poema, através do deslizamento coerente da sintaxe, no sentido da condensação da metáfora.
Um abraço e boa semana.