quarta-feira, abril 01, 2009

TAL COMO

Chamo-te em surdina


Pelos versos de um poema


Que só a alma sabe articular


Ternos sons murmurados


Prelúdios de beijos desejados


Braços que querem abraçar




Chamo-te em versos impossíveis


Escondidos nas sombras que tacteio


E que às vezes parecem tão visíveis


Que chego a ter a ilusão


De que sentes no coração


Os versos invísiveis que semeio




"Chamo-te" de Albino Santos - Livro "Gotas de Luz"




O meu comentário???




Sinto-te....


Não só os teus versos


Os teus beijos que igualmente desejo




Respondo-te alto


Sem rimas


Tal como o coração me dita....




Mais tarde, quem sabe??


Poderei escrever-te um poema


Dizer-te, então em surdina


O que a minha alma murmurou....