sábado, janeiro 10, 2009

BEIJA-ME A ALMA

A Cor da Tua Alma



Enquanto eu te beijo, o seu rumor


nos dá a árvore, que se agita ao sol de ouro


que o sol lhe dá ao fugir, fugaz tesouro


da árvore que é a árvore de meu amor.



Não é fulgor, não é ardor, não é primor


o que me dá de ti o que te adoro,


com a luz que se afasta; é o ouro, o ouro,


é o ouro feito sombra: a tua cor.



A cor de tua alma; pois teus olhos


vão-se tornando nela, e à medida


que o sol troca por seus rubros seus ouros,


e tu te fazes pálida e fundida,


sai o ouro feito tu de teus dois olhos


que me são paz, fé, sol: a minha vida!



Juan Ramón Jiménez, in "Ríos que se Van"
O meu comentário???
A cor da minha alma?
A cor da tua alma....
Essa cor que espalhas no meu corpo...
Quando me amas...
Quando me roubas o sorriso...
Beijando-me tranquilamente.....
A cor da minha alma....
É a cor da paixão....
A cor do fogo....
Aquela que sentes...
Quando sou atrevida
e sou eu quem te reclama..........

quinta-feira, janeiro 08, 2009

O REAL

Le marin




Par cette nuit de tempête noire,


Les sens apeurés jettent le doute.


L’univers se venge de la conscience


Et la contraint à l’obédience.


La terre, la mer et le ciel,


Complotent sur un autel infernal.


Il ne reste de dimension pour le réel


Qu’une unité infinitésimale.


Posé là, à même la mer, un marin


Conduit sa barque dérisoire de nain ;


Forcenné qui s’acharne en vain


A éviter le néant, fusse demain.


Il porte en lui son bagage


Empli avec patience au fil des âges.


A lui cette énergie, cette vie d’humain


Que rien ne peut soustraire au destin.


Fuir serait lâchement se dérober


Au souffle créateur qui lui est inné.


Il sait pourtant que rien ne lui appartient


Sinon la recherche de la beauté et du bien.


Alors, à force d’efforts


Et de batailles en guerres,


L’humilité le conduit enfin


A vivre pour aimer.




Poema de J.L -

enviado pela Je vois la vie en vert do blog com o mesmo blog




O meu comentário???


O real??


Qual a dimensão desse real??


Desse momento?


Da essência das coisas?


Será soletrar em cada palavra



a beleza daquilo que se vê?


Daquilo que se sente???


Aceitar o desafio....


........com essa humildade que amar nos ensina....


Como se a nossa vida fosse um barco...


E, para o manobrar....


......... precisamos de toda a nossa serenidade,



destreza e concentração.....


Vencendo, então, uma guerra que....


.....não sabemos.....


........... se por vingança ou mera teimosia,....


....o mar nos declara.....

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Este poema em francês, um desafio dentro do desafio, é o último que me enviaram...


A todos...


o meu muito obrigada....


Até já - com um outro poema e comentário....




















segunda-feira, janeiro 05, 2009

Daqui, donde te chamo

Daqui, donde te chamo,
vejo a nau que parte do teu mar
à procura do meu porto.
No porão, transportas uvas…
Do mosto fermentado
gotejará vinho tinto de paixão,
que em chamas
espalharás na minha pele,
em desalinho,
à procura do teu norte.
Espero-te na praia
onde encalham
marujos sem perícia,
onde sucumbem
cascos toscos de papel
na demanda de paragens de utopia,
mas onde aportarás
com o penhor de um estandarte
hasteado na abordagem
ao teu sol que me enlouquece.
Chamo-te…
Espero-te…
Quero despertar
na espuma quente
das ondas de vinho do teu ventre
em madrugadas de pétalas marinhas.

Poema enviado por Nilson Barcelli do blog Nimbypolis






O meu comentário????



Eu encontro-te...




Nessa praia de areia fina e branca...

Que abafa os meus passos...

......Não quero que me vejas...

....já....

Quero...

..Apenas.....

Que me sintas.....

Deixes que a paixão se desenrole.....

Como uma onda.....

Se junte à minha......



Acorde, enfim,
esse desejo e essa vontade....


E, sejamos os dois a naufragar nesse mar......


Nessa praia donde me chamaste.....


......E, onde eu sempre estarei.........