segunda-feira, julho 25, 2005

LER O ADEUS

ADEUS - EUGÉNIO DE ANDRADE
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Não temos já para dar.
Dentro de ti não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.
Adeus

Isto é apenas parte de um poema que fala da separação e que resume a verdade.
Quando não há nada, nem para dar nem para receber, é admitir a derrota e assumir que se falhou!
Não, não podemos falar em "falhar" - palavra brusca demais; destroí a auto-estima e isso nunca devemos perder.
Eu perdi-a, às vezes sinto a tua falta, mas já aprendi a viver sem ti. Não falhei em nada; apenas entreguei o meu amor a alguém que não o quis aceitar.
É como eu quero ver as coisas; como as leio!

UM CONSELHO

CONSELHO - EUGÉNIO DE ANDRADE

Sê paciente; espera que a palavra amadureça
e se desprenda como um fruto
ao passar o vento que a mereça

Mas nem sempre esperamos que amadureça ou que o vento passe!
Falamos depressa, sem pensar e às vezes, arrenpendemo-nos do que dizemos!
Não podemos desfazer o que de mal fizemos; por isso, é um bom conselho - seja para quem for, não vá o Diabo tecê-las e tudo poderá desfazer-se em pó!!!