domingo, dezembro 03, 2006

NUNCA


Um rio de escondidas luzes
atravessa a invenção da voz:
avança lentamente
mas de repente
irrompe fulminante
saindo-nos da boca
Um rio de luzes de Ana Hatherly
O Pavão Negro
O meu comentário???
Dizer o que não devemos...
Num repente, um momento
que destroça tudo.............
Fulminante, por, às vezes não
podermos remediar o sentido das palavras...
O que dissemos está dito, magoou
e viverá nas recordações.............
E as luzes apagam-se...........
Nunca a luz deve ficar apagada.....................................................

2 comentários:

Alexandre disse...

Marta,

eu também queria comentar as palavras de Ana Hatherly mas tu fizeste-lo tão bem que nem me vou dar a essa análise. Acho que fizeste a interpretação perfeita!

Beijinhos!

Juda disse...

Olá... gosto da escrita... um abraço...