quinta-feira, outubro 15, 2009

PRÓXIMA

Desencanto

Eu faço versos como quem chora

De desalento... de desencanto...

Fecha o meu livro, se por agora

Não tens motivo nenhum de pranto.

Meu verso é sangue. Volúpia ardente...

Tristeza esparsa... remorso vão...

Dói-me nas veias. Amargo e quente,

Cai, gota a gota, do coração.

E nestes versos de angústia rouca

Assim dos lábios a vida corre,

Deixando um acre sabor na boca.

- Eu faço versos como quem morre.

de Manuel Bandeira
O meu comentário???
Ou para se libertar dela...
Esquecer-se da morte...
Das frases habituais...
Num poema a coragem de gritar....
Com palavras amargas
que magoam a boca e coração...
A dor....
que se julga impossível,
mas está tão próxima..
e é fatal na revolta...

5 comentários:

AnaMar (pseudónimo) disse...

E saber que há quem morra sem nunca ter vivido...

Bj

Graça Pires disse...

Manuel Bandeira diz "Eu faço versos como quem morre".
Tu dizes "Num poema a coragem de gritar... Com palavras amargas"
Gostei imenso.
Beijos.

Secreta disse...

Um poema intenso...

O Profeta disse...

Corre assombração
Vai para outro mundo numa toada de vento
Afasta de mim este cálice
Deixa-me aprisionar a morte na vida por um momento

Deixa-me sentir com a alegria dos sentidos
Deixa-me acreditar no voo do por-do-sol
Deixa-me beijar as águas de um lago feliz
Deixa-me navegar sem rumo, perder o control



Mágico beijo

FOTOS-SUSY disse...

OLA MARTA, MARAVILHOSO POEMA...ADOREI!!!
VOTOS DE UMA BOA SEMANA...
BEIJOS DE AMIZADE,


SUSY