quinta-feira, dezembro 10, 2009

CARTAS

Porque me falas nesse idioma? perguntei-lhe, sonhando
Em qualquer língua se entende essa palavra
Sem qualquer língua.
O sangue sabe-o.
Uma inteligência esparsa aprende
esse convite inadiável.
Búzios somos, moendo a vida
inteira essa música incessante.
Morte, morte
Levamos toda a vida morrendo em surdina.
No trabalho, no amor, acordados, em sonhos.
A vida é a vigilância da morte,
até que o seu fogo nos consuma
sem a consumir
de Cecília Meireles
O meu comentário???
A morte,
a vida
Os sonhos,
as ilusões...
Os medos,
as verdades.
Retalhos,
momentos....
Partituras de músicas de encantar...
Porque a vida é a carta
que o destino escreve...
Nem sempre com as nossas palavras...
Mas no qual crescemos
e nos reconciliamos...
Com quê????
O nosso tempo,
os nossos segredos...

5 comentários:

Graça Pires disse...

"Levamos toda a vida morrendo em surdina." Muito belo este poema de Cecília Meireles. E comentas com o sentimento. A vida: "retalhos, momentos..."
Um beijo.

carlos disse...

Marta, temos a tendência de colocar no nosso baú, as alegrias e as tristezas...mas é importante de quando em quando, abri-lo e retirar o que nos faz sentir mal...Beijos. Carlos

Vais gostar de ver o meu blog, nos meses de Novembro e de Dezembro.

Joe disse...

O sangue sabe-o... Por isso ferve em tons de vermelho, e incendeia-nos o peito. O sangue sempre o sabe antes do cérebro o admitir =)

Joe disse...

Olá outra vez e obrigado pela visita e disponibilidade. Não precisas de me dar o endereço do blog dele, já o tinha visto antes e até o tenho na minha lista de blogs recomendados. Depois de o ler lá é que quis procurar por mais. Hei-de comprar o livro assim que puder =)

augusto, um entre mil disse...

Porque a vida é um carrocel...