sábado, maio 08, 2010

CAMINHO

Hoje de manhã sai muito cedo
Por ter acordado ainda mais cedo.
E não ter nada que quisesse fazer...
Não sabia que caminho tomar
Mas o vento soprava forte, varria para um lado,
E segui o caminho para onde o vento me soprava nas costas.
Assim tem sido sempre a minha vida, e
assim quero que possa ser sempre -
Vou onde o vento me leva e não me
Sinto pensar
De Alberto Caeiro
O meu comentário???
Quando não sei que caminho tomar...
Quando não quero pensar
ou mesmo falar...
Falo
com o Mar....
Deixo-o falar;
deixo que me
conte histórias...
Ainda gosto
de histórias de piratas,
com sereias à mistura,
já escrevi sobre elas...
Como sobre o Vento,
até o descrevi
como um amante...
Mas é no Mar que caminho,
é com o Mar que danço...
Se me devolve o pensamento???
Nunca deixei de pensar....
Apenas o adiei.............

5 comentários:

MCampos disse...

"E não me sinto pensar", Alberto Caeiro e o seu sensacionismo, em que se sente tudo, afinal de contas, e muito. O vento, ou o Mar, no seu comentário, companheiros que enchem uma vida de sentires. Gostei muito da sua escolha, Marta, e do seu comentário poético..."apenas o adiei". Bonito no seu todo.

Um abraço e bom resto de semana.

Machado de Carlos disse...

Penso que o amor é como maemática. Ou amamos ou não. Quando amamos é um sentimento para sempre. Pena que a pessoa que nós amamos, pode renunciar ao nosso amor, mas o nosso amor continua mesmo assim. A pessoa amada não tem idéia do que está perdendo. Temos a nossa parte que o ato de amar e sem condições.

Graça Pires disse...

Tento soltar ao vento cada angústia que me fere o pensamento...
Gostei do Alberto Caeiro e do teu comentário. Um beijo.

Machado de Carlos disse...

Olá!

Eu que lhe agradeço pela visita e comentários! Sempre bom receber energias de suas palavras! Um grande abraço!

Beijos!...

O Profeta disse...

Hoje ofereci as cores da minha paleta
A uma amiga na sua dor
Ouvi seu choro ao meu ouvido
No fatalismo do desamor

Hoje o sono acordou-me
A nostalgia agitou suas asas cinzentas
Esqueci no acordar o ultimo abraço
E contei as nuvens que eram tantas


Doce beijo