quinta-feira, setembro 02, 2010

ESPERANÇA

O Céu azul, não era
Dessa cor, antigamente;
Era branco como um lírio,
Ou como estrela cadente.
Um dia, fez Deus uns olhos
Tão azuis como esses teus,
Que olharam admirados
A taça branca dos céus.
Quando sentiu esse olhar:
"Que doçura, que primor!"
Disse o céu, e ciumento
Tornou-se da mesma cor!

De Florbela Espanca in "Trocando Olhares"

O meu comentário???
Para quê o ciúme???
Torna a dor mais profunda,
porque o azul é infinito..
E a tela da vida
apenas retrata parte....
A tonalidade do céu é perfeita;
a nossa nem sempre....
As estrelas cadentes, os lírios....
Sinal de harmonia,
raramente visto e sentido....
O ciúme que devemos apagar ~
da memória....
E nunca deixar
que manche o azul...
Sempre um recomeço,
uma esperança....

4 comentários:

Valvesta disse...

Pois é amiga, o ciumes, as vezes parece um necessário tempero pro amor, um sinal quem diz, ei me importo contigo, cuidado por que ta me ferindo, ou diz em outras palavras te amo, é só saber entender o ciumento, e digo que quem tem segurança não sente ciúmes. beijos.

Daniel Costa disse...

Marta

O ciúme, desde que não seja doentia, como aqui parce não ser, faz parte do amor. Se sou fã da poesia de Florbela Espanca, também gostei de tua retórica.
Beijos

Fernando Santos (Chana) disse...

Olá Marta, bela poesia de Florbela Espanca...bela também a tua retórica...Espectacular....
Beijos

AFRICA EM POESIA disse...

Marta
É Um grande prazer para mim.
A minha poesia é do mundo..

Vou passando pois somos quase vizinhas. vou ao Porto muitas vezes e um dia partilhamos poesia.

estou a preparar novo livro.


Um beijo