quarta-feira, julho 03, 2013

NOMES NA CHUVA






SOME NEW TOMORROW” BY MARIA SZOLLOSI



Não sei
em quem se transforma a chuva...
Ou o porquê de ser tão fria...

Não me lembro das vezes
em que nela (a chuva)
soletrei o teu nome...

Não sei porque deixei
que magoasse a minha alma...
Nas noites em que fiquei sozinha...

Não é mais o teu nome
que soletro na chuva...

É o meu...
Para não me sentir perdida e só...
Nessas noites em que continuo a estar sozinha...


6 comentários:

© Piedade Araújo Sol disse...

sinal que já abrandou a memória.

mas um nome, nunca se esquece!

um beijo


:)

Sofá Amarelo disse...

Mesmo em dias de Sol, pode soletrar-se um nome na chuva... desde que esse nome mereça ser soletrado ...

Emília Pinto e Hermínia Lopes disse...

E assim, sem mais nem menos...sem o mínimo entendimento se fica sozinha...o amor se vai. Vem a chuva gelada e gelado fica também o nosso coração; mas logo logo a chuva dará lugar ao sol e de novo o coração amará. Beijinhos e parabéns.
Emília

Daniel Costa disse...

Marta

Fixemos a velha máxima: "mais vale só que mal acompanhado". No caso fica mais fácil escrever só o nosso nome na chuva.
Beijos

Nilson Barcelli disse...

Às vezes é bom olharmos para dentro de nós mesmos...
Belo poema, gostei.
Marta, querida amiga, tem um bom fim de semana.
Beijo.

Ailime disse...

Olá Marta, adoro o seu estilo poético e este poema é belíssimo! A chuva é um bálsamo que nos ajuda à introspecção. Beijinhos e bom domingo. Ailime