sábado, abril 25, 2015

DERIVA



Continuo sem saber de ti
E sinto-me perdida...
À deriva no mar turbulento,
esquecida por ti....
Na imensidade do deserto...


A minha vida agora é um tormento;
é uma dor infame...
E eu penso...
Porque é que quero tanto saber de ti...
Se já me riscaste na tua memória...





“FEMALE (STUDY)” BY PAULINE ADAIR

4 comentários:

Daniel Costa disse...

Marta, o que fica na memória, tende a ser inesquecível. É poema de vida.
beijos

Sofá Amarelo disse...

São perguntas que ficarão sempre sem resposta, porque a maior das coisas na vida e no pensamento não têm razão de ser... mas são!

Carmem Grinheiro disse...

Um amor que deixe-nos à deriva não é merecedor.
Belo poema de lamento.
bjn amg

Agostinho disse...

Há um tempo de sim e um de não.
Mas a memória é sempre cruel.