sexta-feira, fevereiro 26, 2016

ANGÚSTIA DA CHUVA



O que confessa a chuva
quando se liberta na transparência do vidro?

O que diz o vidro ao escutar
toda a angústia da chuva?

Não sei...
Escondo-me na minha própria angústia
e ignoro a chuva...


FOTO DE JOSÉ ALEX GANDUM

4 comentários:

© Piedade Araújo Sol disse...

a chuva também é necessária, olha-a como um bem.
um poema com uma certa melancolia trazida pela chuva.
bom fim de semana.
beijinho
:)

Sofá Amarelo disse...

Ignora-se a chuva quando ela molha as mãos e o corpo mas não molha a alma...

Ailime disse...

Boa noite Marta,
Belíssimo poema.
A angústia da chuva num diálogo inquietante!
(Mas como são belas as plantas orvalhadas pelas gotas da chuva)!
Beijinhos e boa semana.
Ailime

Carmem Grinheiro disse...

Curto e tão intenso. A chuva tem a capacidade de fazer sobressair a nossa própria angústia...
bj amg