Como escrevi em tempos, "(...) As palavras não se abrem nem se fecham mas respiram sempre para lá da aspereza do silêncio da harmonia incendiada do dilema da inquebrantável perda do sentido (...)".
Mas, sim, Marta, nem sempre se pode brincar com elas, dada a sua complexidade itinerante, armadilhada em miríades de encriptações subjectivadas ao abrigo de confrontos variáveis, que a individuação (real, simbólico, imaginário, inconsciente) de cada um faz oscilar. Um bom fim-de-semana.
A Noite… é perfeita… Nos seus silêncios, onde se desenham todas as vontades e todos os desejos… Mesmo que ocultos na pressa do dia… Poema escrito em Janeiro 2026 por MV@MartaVinhais@ Foto de autoria de Anka Zhurasleva
Sonhei que... Estava a dançar contigo um tango fatal , em que cada um dos nossos passos contava uma história.. . Uma história de amores contrariados, frustrados, amargurados... Tal como as nossas próprias histórias... Quando me enlaçaste e os nossos olhos se encontraram, foi como se eu não existisse.... Apenas o tango, a história que os nossos pés traçavam, em perfeita harmonia interessava . No tango, é a expressão do nosso corpo que conta e tu agarraste-me, como se fosses um náufrago e tivesses encontrado terra. Mas, depois largaste-me abruptamente e daí em diante, cada passo, cada gesto foi uma angústia, uma súplica, uma rejeição. No fim, quando a música parou e ficamos expostos aos gritos de euforia de quem assistia, aí vi a sombra dum sorriso. Leve, quase imaterial, mas um sorriso! Deixei cair a écharpe que tinha enrolada ao pescoço e qual despojo de guerra, caiu entre as tuas mãos e aí ficou, como recordação do momento em que estivemos verdadeiramente uni...
H oje… sonhei que tinha escrito um poema perfeito…. Mas na verdade… já nem sei o que é um poema perfeito… Porque nada tem fim… Pois eu... Só quero sentir-me viva…. DE DARIA PETRILLI
Comentários
Beijo. Bom fim de semana!
Lindo, Marta!
Uma boa semana.
Um beijo.
Um poema magnífico.
As palavras são o eco da nossa alma.
Um beijinho e uma boa semana.
Ailime
mesmo quando falam em silêncio.
Bj.
mas respiram sempre
para lá da aspereza do silêncio
da harmonia incendiada do dilema
da inquebrantável perda do sentido (...)".
Mas, sim, Marta, nem sempre se pode brincar com elas, dada a sua complexidade itinerante, armadilhada em miríades de encriptações subjectivadas ao abrigo de confrontos variáveis, que a individuação (real, simbólico, imaginário, inconsciente) de cada um faz oscilar.
Um bom fim-de-semana.