EM CONCHA

 

I

Esta manhã,

acordei agitada, sem rumo

Deixei o quarto na penumbra

e sentei-me na posição de Buda....

Fechei os olhos e coloquei as mãos

em concha no colo....

E voltei o olhar para dentro de mim...


​Poema escrito em 2017


II

Por vezes…

sinto-me sem rumo…

perdida 

numa agitação

sem nome…

E, escolho

a penumbra…

cruzo as pernas…

Fico na posição de Buda…

Volto a olhar…

para dentro de mim…

e respiro…

fundo

num reencontro

suave

com a Alma…


Poema escrito em Maio 2026

Ambos os poemas escritos

por MV@MartaVinhais@



Foto de autoria de Christine Muraton


Comentários

Fox disse…
Olá Marta.
É provável que tenhamos todos, manhãs ( e não só ) assim,
As razões? Uii...! Podem ser tantas.
O mais importante, é encontrar, como aparentemente tu fizeste, uma forma de lidar com a situação.
Eu, também a tenho. Não é muito diferente.
Abraço.
Roselia Bezerra disse…
Amiga Marta, boa tarde de paz!
Muito bom estarmos conectadas com a paz interior.
Tenha dias abençoados!
Beijinhos fraternos
Acontece a muitos de nós... com alguma frequência.
Um abraço.
MELODY JACOB disse…
It is wild how you can look at two poems written nine years apart and realize that, at our core, our coping mechanisms don't really change. There is something deeply comforting about the fact that your 2017 self and your 2026 self both knew exactly what to do when that nameless, agitated turmoil hits, just sit down, cross your legs, and look inward. It’s like a quiet proof that, no matter how lost we may feel over the years, the soul always knows the way back to itself if we simply shut out the world and breathe.
Jaime Portela disse…
Qualquer dos dois poemas é muito bom.
Parabéns pelo talento.
Boa semana minha querida amiga Marta.
Beijos.
Emília Simões disse…
Boa tarde marta,
Nada como pararmos e, em silêncio, olharmo-nos por dentro.
A serenidade, a paz, envolvem-nos e olhamos à nossa volta, tudo tem outra luz e cor.
Beijinhos e uma semana tranquila.
Emília

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