segunda-feira, janeiro 14, 2008

INESPERADA

Chove uma grossa chuva inesperada,

Que a tarde não pediu, mas agradece.

Chove na rua já de si molhada

Duma vida que é chuva e não parece.


Chove, grossa e constante,

Uma paz que há de ser

Uma gota invisível e distante

Na janela, a escorrer...

Miguel Torga




O meu comentário??


Por ser inesperada...

Por ser visível...

Limpa, poderosa....

Há, sim, uma estanha sensação de paz...

De conforto...

Momentos de beleza entre a estranha sedução

da chuva a bater nos vidros da janela.......................

5 comentários:

Sol da meia noite disse...

Dias de chuva...
Brisas feitas de lágrimas...
Brisas de paz, que tudo acalmam...

A chuva, ao cair de mansinho, sussurra algo... Momentos transcendentes na sua calma e beleza.

Beijinhos

FM disse...

Lindo, sem duvida...
Obrigado pela "imagem"...
Beijos.

http://paixoeseencantos.blogs.sapo.pt disse...

um lindo poema sem duvida alguma . eu adoro a chuva e ficar na janela a ve-la caír
hje tenho uma tela para veres e leres se assim kiseres . te deixoo endereço do meu hi5 e se quiseres ou tiveres um me adiciona como amiga
http://paixoeseencantos.hi5.com
bjo
carla granja

AJO disse...

As suas palavras são lindas e as de Torga também, mas neste momento queria muito que fosse um raio de sol a bater na minha janela. Boa semana.

Tchivinguiro: onde nasci. disse...

Momentos únicos.