quarta-feira, janeiro 30, 2008

PAZ E AMOR

Súplica – Miguel Torga



Agora que o silêncio é um mar sem ondas,


E que nele posso navegar sem rumo,


Não respondas


Às urgentes perguntas


Que te fiz.


Deixa-me ser feliz


Assim,


Já tão longe de ti como de mim.


Perde-se a vida a desejá-la tanto.


Só soubemos sofrer, enquanto


O nosso amor


Durou.


Mas o tempo passou,


Há calmaria...


Não perturbes a paz que me foi dada.


Ouvir de novo a tua voz seria


Matar a sede com água salgada.



O meu comentário???


Separação, desilusão....

Amargura, esquecimento....

Nunca se esquece completamente um amor...

Principalmente quando se está só

e atento às perguntas do silêncio....

Fica sempre uma mágoa, um ponto de interrogação...

O mar continuará sempre a ser um bom conselheiro...

A paz....nem sempre....

5 comentários:

Sol da meia noite disse...

Olha Marta, entendo perfeitamente esta poesia de Miguel Torga... sinto-a em mim.
Porque quando o amor só nos trás dor, amor não é. E afastarmo-nos terá que ser um caminho sem volta. Porque o ser humano é frágil, e se nessa fase olhar para trás, volta ao mesmo.
Melhor mesmo ficar na paz que conseguiu conquistar.
E acreditar que cada novo dia, cada novo horizonte...

Beijinhos

João Moreira disse...

Nunca se esquece completamente um amor... não senhor.

Boa escolha, melhor o teu comentário.

tufa tau disse...

real, tão real!
agora que...
.
.
.
fica uma paz com sabor amargo!

Gerlane disse...

É verdade. Quando a dor causada pelo amor, ainda não passou. O melhor mesmo é ficar quieto, para evitar magoar uma ferida que não cicatrizou.

Abraços pra ti!

O Profeta disse...

Os pesares dividem as marés
A idade do ouro ainda tarda
Os anos passam como gotas varridas
Por um tempo que retrata o nada


Convido-te a saborear um absinto no meu espaço
pela Taça de Fino Ouro



Mágico beijo