segunda-feira, abril 28, 2008

NUMA LÁPIDE

A HORA DE PARTIDA - Sophia de Melo Breynor Andersen

A hora de partida soa
quando escureceu o jardim e o vento passa,
Estala o chão e as portas
batem, quando a noite
cada nó em si deslaça.
A hora de partida soa
quando
as árvores parecem inspiradas
como se tudo nelas germinasse
Soa quando no fundo dos espelhos
me é estranha e longínqua
a minha face.
E de mim se desprende a
minha vida.


O meu comentário???

Fica um nome numa lápide...

Abandonado ao vento, à chuva..

Às palavras gastas pelo tempo...

Pelas próprias memórias.....

Fica a dor....as perguntas de "como vou viver sem ti"...

No reflexo do espelho, outrora 2 vultos....depois, só um...

As verdadeiras memórias, muito mais que palavras...

Nesse vulto que ainda se reflecte no espelho....



Para o Luis, marido do minha Madrinha

Morreu este fim de semana. Com um AVC.

Tinha 79 anos.

5 comentários:

FM disse...

A partida é sempre dolorosa, mas o cominho é em frente... Não vale a pena ficar-se parado.
Deixo-te Energia Positiva.
Beijos com Carinho.

Sol da meia noite disse...

Tantas são as horas... uma é de partida.
E as partidas, doem...

Abraço

Thiago disse...

Triste é a partida, mas bonitas as recordações.

deixo-te um forte abraço e o convite para conhecer a história de A. :-)

Marta Ribeiro disse...

De tantas horas que vivemos...apenas um segundo para partirmos desta vida sem sentido


beijinho

Graça disse...

Vim ler, Marta. De Sophia pouco há a dizer, no tanto que se sente nas suas palavras. Do teu comentário... ainda bem que começaste a gostar de poesia.


Um beijo, Marta