terça-feira, janeiro 13, 2009

COLORIDAS

Paleta


Tens uma paleta

a que faltam
algumas cores. Talvez

porque há substâncias
a que não soubeste

dar expressão. Ou porque elas
são incolores. Ou porque
em toda a realidade
há fendas

que nem pela palavra

nem pela cor
alguma vez
saberás preencher.


Albano Martins


O meu comentário????


Palavra e cor....

Num abraço perdido no tempo...

Nesse tempo em que não há cor....

Sente-se a solidão e o vazio...

A tinta escorre da paleta....

Pinta no chão a nossa impotência...

Perante factos que achamos que não podemos mudar...

Podemos não inventar novas cores....

Mas podemos trocar as cores do arco-íris....

Nelas escrever uma palavra....

Basta só uma para abrir o céu

e deixar que as palavras e as cores jorrem...


6 comentários:

Fernando Santos (Chana) disse...

Olá Marta...bela poesia...Espectacular...
Beijos

Secreta disse...

As cores aparecem ( na nossa vida) quando menos esperamos. Basta para isso , termos o coração aberto...
Beijito.

Sol da meia noite disse...

Impressionante esta poesia...
Em sua simplicidade fala do vazio, daquele vazio que tanto tentamos preencher, sem que saibamos como... tão pouco com o quê. Fala dessas coisas que sempre nos escapam... fala desse sentir incompleto, que gera inquietação.

Beijinho *

O Profeta disse...

Fazes alquimia na tua paleta de palavras...


Doce beijo

BC disse...

E com as cores pintamos as palavras como alguém um dia me disse, e foi um dos maiore elogios que podia receber, é bom pintar as palavras que escrevemos.
Beijo
Isabel

vagabundo disse...

Tenho uma paleta...
onde não falta cor alguma.

Fiz-me Poeta Pintor...

Quando a Vida colori.
Com as cinzas da minha dor,
E os negros que já sofri.

Mas também pintei vermelho.
Azul, verde e amarelo...
Com que pintei tudo o que é belo,
E que de bom eu já vivi.
Pintei com esta caneta,
Vermelho, azul e amarelão.
Verde mar e violeta...
As cores quentes do Verão.

Pintei um aperto, um “chilique”,
Com mornos pastéis do coração.
O castanho, o bege e o brick...
O ocre, o cinza e o salmão.
De Carmim pintei teus beijos.
Com camélia, teu Amor tão puro.
De Grená, mil e um desejos...
Miosótis usei, para o nosso Futuro.


Amor ardente pintei de sangue.
Rubro, vivo... vermelhão!
Por desespero de dor exangue,
De negro pintei a solidão.

Lágrimas de Pérola pintei.
As que rolaram na minha vida.
Essas lágrimas que chorei,
Com o teu Adeus. .. na despedida.

Arco – íris que quis eterno.
Acordes de pincel em suave dança...
De Branco pintei Inverno!
A Saudade! A Fé!... e a Esperança.

Qual paleta colorida,
Em que todas as cores eu usei.
No Quadro da minha vida,
Fui pintor...
Eu o pintei!

(se está repetido desculpe, mas fiquei sem a certeza de o ter enviado)