quinta-feira, setembro 17, 2009

AMANTE FAVORITO

O tempo que me resta


Penso em ti no tempo que me resta.
E no restante, penso em ti.
Para fugir ao vento,
De nós, fugi.

Sinto teus sons,
Traços desenhados em meu corpo.

Não és lembrança em bau fechado.
És eco do meu sonho,
Reminiscência do desejo.
Aroma.


de Filipe Campos Melo (Livro "Na utopia, sou profeta")

O meu comentário???

Quanto tempo me resta?
Isso é importante?
Não, hoje o tempo não conta.
Nem quero saber se estou a fugir ao Vento.
Ou se tu és apenas uma lembrança.
Hoje, o tempo é para mim..
Diálogo sobre o que eu desejo.
O que me esqueci de dizer.
Porque tudo o que queria,
era ouvir-te, ouvir-nos
e se nem o Vento se lembra de mim,
o que me resta mesmo?

5 comentários:

FOTOS-SUSY disse...

OLA MARTA, BELISSIMO POEMA DE AMOR, ADOREI AMIGA!!!
VOTOS DE UM OPTIMO FIM DE SEMANA...
BEIJOS DE CARINHO!!!


SUSY

Graça Pires disse...

O tempo que resta... Já é tão pouco para tanto amor...
Muito belo. Um beijo.

MCampos disse...

Dois sentidos poemas, sobre o tema eterno do amor. O seu, Marta, é simplesmente lindo, naquela beleza que é saber dizer tudo de uma forma simples.
"Porque tudo o que queria,
era ouvir-te, ouvir-nos
e se nem o Vento se lembra de mim,
o que me resta mesmo?"
Gostei muito. Bom fim de semana e um abraço.

Daniel Costa disse...

Marta

Dois interessantes poemas, o do Filipe Campos de Melo e o teu, que apresentas bem uma retórica, que irá de encontro, se bem que me parecem antagónicas.
Beijinhos,
Daniel

Secreta disse...

Creio que o importante não seja saber quanto tempo nos resta , mas antes , viver todo o tempo intensamente.