segunda-feira, janeiro 04, 2010

TUDO O QUE PEÇO

EPÍGRAFE


De palavras não sei. Apenas tento

desvendar o seu lento movimento

quando passam ao longo do que invento

como pre-feitos blocos de cimento.


De palavras não sei. Apenas quero

retomar-lhes o peso a consistência

e com elas erguer a ferro e fogo

um palácio de força e resistência.


De palavras não sei. Por isso canto

em cada uma apenas outro tanto

do que sinto por dentro quando as digo.


Palavra que me lavra. Alfaia escrava

De mim próprio matéria bruta e brava

expressão da multidão que está comigo


De José Carlos Ary dos Santos



O meu comentário???


Também nada sei sobre as palavras.

Mas sei o que sinto quando as escrevo,

quando deixo que tomem conta de mim...

Mesmo quando choro e elas o dizem...

Que falem de mim,

sem pena...

Que me ignorem,

até que me passe a tristeza...

Expliquem-me os desejos,

a razão porque as devo escrever...

Tudo o que peço....

Que me façam sentir viva.....

4 comentários:

O Profeta disse...

E tive um sonho!
Mil, um milhão, alguns cheios de firmeza
Tenho-os todos guardados num lugar secreto
Onde não mora a incerteza

Com eles planto canteiros
Faço de espantalho para afugentar descrença
Rego com gotas de emoção cada planta
Só deixo que tape o sol a tua presença

Uma caixa repleta de sonhos felizes para 2010


Um mágico beijo

Daniel Costa disse...

Marta

Poema de força de José Carlos Ari dos Santos, como é toda a sua poesia.
Lendo o teu, em resposta, vê-se muito bom e procuraste também responder com a mesma garra, não terás andado longe!
Beijos
Daniel

Jacarée disse...

Lindo Marta

Grande Poeta

Desejo-te um Ano repleto de prosperidade pessoal e profissional.

BC disse...

É mesmo isso, precisamos de nos sentir vivos mesmo que por vezes doa.
Beijos