quinta-feira, maio 27, 2010

NO JARDIM

Deve chamar-se tristeza
Isto que não sei que seja
Que me inquieta sem surpresa
Saudade que não se deseja.
Sim. tristeza - mas aquela
Que nasce de conhecer
Que ao longe está uma estrela
E ao perto está não a TER...
Seja o que for, é o que tenho.
Tudo mais é tudo só.
E eu deixo ir o pó que apanho
De entre as mãos ricas de pó.
"Deve chamar-se tristeza" de Fernando Pessoa
O meu comentário???
Não há outro nome...
Tristeza....
Tão pesada
que não conseguimos levantar a cabeça
Não temos força....
e enrolamos a língua
numa única palavra...
Saudade...
Esta saudade....
não, não a quero conhecer!!!!!!!!
Mas acabo de a conhecer....
Não fico com pó nas mãos....
Nem olho para as estrelas à procura....
Olho para as rosas...
Para o jardim...
Pois ela está lá.....
Para a minha Mãe
26/2/1924 - 23/5/2010

4 comentários:

Daniel Costa disse...

Marta

O poema é de saudade! Realmente é como olhar para o jardim que se deve olhar a eternidade.
A melhor homenagem será fazê-la bem, como aconteceu.
Beijos
Daniel

Joseph disse...

Marta,

Não preciso falar muito, pois sabes o que penso e sinto.
PAZ, precisas muita.
FORÇA, idem.
FÉ, também.
Vai levando tudo com muita CORAGEM.

Lindo o poema, lógicamente triste!

Beijinhus:))

MCampos disse...

Dizer a saudade de quem parte definitivamente é sempre difícil. Que fique presente no coração e nas palavras. Sei bem o quanto custa conviver com esta ausência.

Um beijinho, querida Marta.

Jacarée disse...

Marta,

Linda homenagem,
Saudade mais dolorida...que só pode ser preenchida c lembrança.
Sua mãe onde estiver está feliz com a permanência do seu amor, sua ternura...
Muita força.
Bjs