quarta-feira, setembro 15, 2010

VERDADEIRA

Se é real a luz branca
desta lâmpada, real
a mão que escreve, são reais
os olhos que olham o escrito?

Uma palavra à outra
o que digo desvanece-se.
Sei que estou vivo
entre dois parênteses.

Certeza de Octavio Paz in "Dias Hábeis"
Tradução de Luis Pignatelli

O meu comentário???
Sem contar as horas,
ou os anos.
Ou entristecer
porque ninguém lê
o que escrevemos.
A chave para a realidade
é a luz.
Interpretar,
descrever a luz.
Essa luz segura,
tranquila.
Em que o medo não entra,
em que nada pode
desvanecer-se,
porque a luz é bem real.


4 comentários:

Fernando Santos (Chana) disse...

Olá Marta, gostei do teu poema...Espectacular....
Beijos

Camila Mancio. disse...

Amei o blog.

É bom visitar paginas novas para mim.
grande beijo e sucesso com o blog.

Machado de Carlos disse...

Suas palavras é uma Prece. Elas nos ensinam. São ricas em sabedoria. Mas, de vez em quando a nuvenzinha negra aparece. Deixa sombras. Encontramos em suas palavras, as luzes necessárias para apagar a sombra da nuvem. É o fim de uma tempestade. O Sol volta a brilhar.
Olha só, até a luz da Lua é o reflexo da luz Solar, assim como a sua prece! E como faz bem ao nosso coração!
... E assim a luz nos faz ler seus belos poemas!

Lou Albergaria disse...

Luz e sombra - as antíteses que nos permitem vislumbrar o intocável...

Sua poesia encanta-me sempre, pois é amalgamada de sabedoria.

BEIJOS!!!