domingo, março 20, 2011

EXTREMO

Tu já me arrumaste no armário dos restos
eu já te guardei na gaveta dos corpos perdidos
e das nossas memórias começamos a varrer
as pequenas gotas de felicidade
que já fomos.
Mas no tempo subjectivo
tu és ainda o meu relógio de vento
a minha máquina aceleradora de sangue
e por quanto tempo ainda
as minhas mãos serão para ti
o nocturno passeio do gato no telhado?

de Isabel Meyrelles in "100 poemas portugueses para SMS"

O meu comentário???
Não sei...
Não quero saber,
porque não sei o que custa mais...
Varrer-te da alma ou do corpo?
Ainda se acorda em sobressalto...
Ainda se pensa em como "está atrasado"
e pega-se no telefone....
Fica uma chamada não atendida...
Fica a frustração
e uma raiva surda....
Depois,
é escondermo-nos atrás de qualquer coisa....
Geralmente,
vou de um extremo ao outro...
Um tango "caliente"
ou Debussy, "Clair de Lune"....

6 comentários:

Silviah Carvalho disse...

Muito belos os poemas, parabéns.

Graça Pires disse...

Um amor que se quer esquecer mas ainda sobressalta o coração... Gostei dos dois poemas.
Um grande beijo.

A. Jorge disse...

Optima escolha e excelente comentário. Já tinha saudades!

Beijos

Jorge

http://coracaoentrepalavras.blogspot.com/

Daniel Costa disse...

Marta

Oferece-me dizer que li dois belos poemas.
Beijos

Sofá Amarelo disse...

O que tem de ser será para sempre mas que ... não seja! E ser o relógio de vento é algo que o tempo não pode apagar!

Filoxera disse...

Raiva é que não, Marta...
Alguma mágoa, dor... Mas há que continuar.
Bom fim-de-semana.