Tu já me arrumaste no armário dos restos
eu já te guardei na gaveta dos corpos perdidos
e das nossas memórias começamos a varrer
as pequenas gotas de felicidade
que já fomos.
Mas no tempo subjectivo
tu és ainda o meu relógio de vento
a minha máquina aceleradora de sangue
e por quanto tempo ainda
as minhas mãos serão para ti
o nocturno passeio do gato no telhado?
de Isabel Meyrelles in "100 poemas portugueses para SMS"
O meu comentário???
Não sei...
Não quero saber,
porque não sei o que custa mais...
Varrer-te da alma ou do corpo?
Ainda se acorda em sobressalto...
Ainda se pensa em como "está atrasado"
e pega-se no telefone....
Fica uma chamada não atendida...
Fica a frustração
e uma raiva surda....
Depois,
é escondermo-nos atrás de qualquer coisa....
Geralmente,
vou de um extremo ao outro...
Um tango "caliente"
ou Debussy, "Clair de Lune"....
6 comentários:
Muito belos os poemas, parabéns.
Um amor que se quer esquecer mas ainda sobressalta o coração... Gostei dos dois poemas.
Um grande beijo.
Optima escolha e excelente comentário. Já tinha saudades!
Beijos
Jorge
http://coracaoentrepalavras.blogspot.com/
Marta
Oferece-me dizer que li dois belos poemas.
Beijos
O que tem de ser será para sempre mas que ... não seja! E ser o relógio de vento é algo que o tempo não pode apagar!
Raiva é que não, Marta...
Alguma mágoa, dor... Mas há que continuar.
Bom fim-de-semana.
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