segunda-feira, maio 23, 2011

NOITE

Sem outra Palavra para Mantimento

Sem outra palavra para mantimento
Sem outra força onde gerar a voz
Escada entre o poço que cavaste em mim e a sede
Que cavaste no meu canto, amo-te
Sou cítara para tocar as tuas mãos.
Podes dizer-me de um fôlego
Frase em silêncio
Homem que visitas
Ó seiva aspergindo as partículas do fogo
O lume em toda a casa e na paisagem
Fora da casa
Pedra do edifício aonde encontro
A porta para entrar
Candelabro que me vens cegando.
Sol
Que quando és nocturno ando
Com a noite em minhas mãos para ter luz.

Daniel Faria, in "Dos Líquidos"

O meu comentário???
Porque encontrei a luz
ou perdi-a?
Não sei....
Ás vezes,
perco-me nos pensamentos,
nas palavras,
que encantam a alma...
A minha...
Secam-lhe as lágrimas,
hoje num dia
tão triste,
que
parece realmente noite....

Em memória da minha Mãe
26/2/1924 - 23/5/2010


3 comentários:

Álvaro Lins disse...

Abraço!

Daniel Costa disse...

Marta

A tua prestação, terá menos folgor, creio que terá sido afectada. Curvo-me também.
Beijos

Sandra disse...

Minha querida
um abraço solidário.
Coragem.