NÃO FALO DE PALAVRAS
Não falo de palavras, nem de goivos,
mas de horas atadas ao pescoço.
Poema verdadeiro é sermos noivos:
saber tirar a pele e o caroço
ao grito entre a morte e outra morte
que nos mantenha lassos e despertos
até que venha o talhe que nos corte
e nos retire os poços e desertos.
Por isso, meu amor, o que te dou,
beijo beijado em corpo claro e vivo,
é mais que o verso que te dizem, ou
aliterante, agudo ou conjuntivo.
Colado a tudo, mesmo a contragosto,
o rio inventa o verso, e não assim
como se ao espelho visse o próprio rosto,
mas tu além-palavra, ao pé de mim.
(Pedro Tamen – 1934)
(enviado por Álvaro Lins)
O meu comentário???
O que se sente no corpo....
Vibra a vida,
o desejo num poema real....
Com palavras sentidas na pele....
Que grita com o ardor da paixão....
Em que nada se inventa....
Tudo é possível....
Nesse poema
que é a vida...
6 comentários:
Olá Marta- Tudo é (im)possível!
A tua análise está excelente.
Abraço
Gostei muito do poema e do teu comentário que como sempre é fantático.
Beijos
Jorge
O poeta Pedro Tamen é excelente. Sobre este poema é como dizes: "Com palavras sentidas na pele... Que grita com o ardor da paixão...Em que nada se inventa....
Um beijo, Marta.
Um beijinho muito especial da minha parte pelo dia de ontem !
O amor vence sim, qualquer que seja !
Re-beijocas
Verdinha
Tudo é possível na vida, até viver.
Não falo
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Mesmo sem falar, por vezes diz-se tanta coisa!...
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Felicidades
Manuel
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