quarta-feira, agosto 17, 2011

GLÓRIA

Meu amor por quem parto. Por quem fico. Por quem vivo.

Teus olhos são da cor do sofrimento.

Amor-país.

Quero cantar-te. Como quem diz:

O nosso amor é sangue. É seiva. E sol. E primavera.

Amor intenso. Amor imenso. Amor instante.

O nosso amor é uma arma. E uma espera.

O nosso amor é um cavalo alucinante.

O nosso amor é um pássaro voando. Mas à toa.

Rasgando o céu azul-coragem de Lisboa,

Amor partindo. Amor sorrindo. Amor doendo.

O nosso amor é como a flor do aloendro.

Deixa-me soltar estas palavras amarradas

Para escrever com sangue o nome que inventei.

Romper. Ganhar a voz duma assentada.

Dizer de ti as coisas que eu não sei.

Amor. Amor. Amor. Amor de tudo ou nada.

Amor-verdade. Amor-cidade.

Amor-combate. Amor-abril.

Este amor de liberdade.

JOAQUIM PESSOA

O meu comentário???
O meu amor por ti...
Eu pessoa, eu País....
Mas nada invento....
Porque eu pessoa,
eu País existo....
Por vezes calado,
outras em guerra.....
Não parto.....
não devo partir....
Fico....
Por ti.....
Pessoa, País....
não importa...
Amar que nunca é demais....
Nas sombras....
nos Ventos.....
Sobretudo, no teu,
no meu coração.....
No sangue,
na glória que é estar vivo.....

5 comentários:

Maria selma disse...

Oi Marta,estou passando para uma visita,amei o que fazes,lindo post,parabéns,
Tenha um lindo dia!
beijo.

Graça Pires disse...

Joaquim Pessoa sempre fez e continua a fazer belos poemas. Tu "agarraste" muito bem o poema no teu comentário. Adorei. Um beijo, Marta.

JPD disse...

Eis um desafio muito interessante.
Toca-me particularmente por achar a poesia de Joaquim Pessoa muito interessante.

A réplica, como sempre é adequada e perfeita.
Bjs

Paixão Lima disse...

Amo logo existo?! Concordo!
Quando não conseguimos amar é porque estamos mortos.
Gostei da glorificação do amor e do comentário.

Álvaro Lins disse...

Assim não vale! J.P. é "só " um dos meus predilectos!:)
Mas tu, como sempre interpretas-te maravilhosamente o poema.
Tenho este e outros em LP, cantados pelo Carlos Mendes. Demónios de Alcácer que vier!
Bjo