sexta-feira, junho 22, 2012

FRIAS



O que levo desta vida?
Querem mesmo saber?
É que posso fingir que sou feliz...

Não,
não sou feliz
Sou invisivel
Como posso ser feliz?

Passo os dias
sentado no parque
Escuto a vida dos outros
para não me lembrar da minha

A sopa é só para aquecer o corpo
Porque a angústia,
a solidão na alma
estão já entranhadas em mim
e são sempre frias.....

FOTO DE JOSÉ ALEX GANDUM

5 comentários:

Nilson Barcelli disse...

Penso que é um dos teus melhores poemas.
Parabéns pela excelência das tuas palavras.
Marta, minha querida amiga, tem um bom fim de semana.
Beijo.

PS: a verificação de palavras é uma coisa arreliadora. Devias eliminar... é uma trabalheira de tentativas...

Sofá Amarelo disse...

O abandono é, infelizmente, cúmplice da infelicidade! E quantas vezes uma palavra, um gesto, um sorriso, um olhar poderiam modificar isso tudo....

Álvaro Lins disse...

Desta vez excedeste-te. Belíssimo!
Bom Domingo
Abraço Grande

CamilaSB disse...

Ás vezes tão frias... tão carentes de carinho, de atenção e de um sorriso...
Um magnífico poema Marta, de uma grande sensibilidade! Parabéns!
Beijinho, e tenha um lindo dia!

Sandra Subtil disse...

Frias, cruas, sós.
Lindo!
Beijinho