quinta-feira, setembro 27, 2012

SARJETA





Escreve-me uma história de amor

Na transparência do vidro

Enquanto te sigo no trilho,

já aberto pelas outras gotas,

até à sarjeta

 

Escreve-me

Faz com que me sinta especial

Antes que eu desapareça

Na água suja

que se acumula na sarjeta…

 
FOTO DE JOSÉ ALEX GANDUM

5 comentários:

Sandra Subtil disse...

Escrevo-te e abraço-te. Prender-te-ei para que invertas a direcção e em vez da sarjeta evapores para o céu.

Beijinho

Nilson Barcelli disse...

Faço minhas as palavras da Sandra.
Tirando isso, gostei do poema.
Beijo, querida amiga.

Michelle Trindade disse...

Escrevo-te para dizer-te que o teu poema é maravilhoso! Merece o mais alto posto e não a sarjeta.
Bjus,

LUZ disse...

Olá Marta,

Diversidade é o que se pretende.
Gestos nada custam, e por vezes, fazem toda a diferença.

Beijos da Luz.

Sofá Amarelo disse...

Nada desaparecerá na sarjeta porque as histórias de amor são como as gotas de água, sozinhas pequenas e insignificantes, mas todas juntas formam rios, lagos e oceanos.