FOTO DE JOSÉ ALEX GANDUM
Em dias como este,
sou um mero traço na tua
imensidão…
Um contraste com a tua transparência…
Acrescento à tua vida mais uma
linha,
complico o enredo da história…
Mas a história está já complicada,
pesada….
Eu sou apenas a porta que não vês……

6 comentários:
Minha querida
Por vezes há um imenso nevoeiro entre o que queremos e o que acontece.
Sempre belo ler-te.
Um beijinho com carinho
Sonhadora
Marta
A tua poesia é, de facto, de ser lida, relida e meditada. Nela se insere um enredo que obriga a desvendar a porta fechada.
Beijos
Quantas vezes não vemos o que temos à frente dos olhos...
Magnífico poema.
Beijo, querida amiga.
Há sempre uma porta que não se vê e que pode estar ou não fechada. Na transparência dos contrastes há que descobrir o enredo da história e abrir a porta... se ela estiver fechada!
Cinco letras…
Cinco pontas de cadente perdida na aurora
Na loucura de alguns instantes escrevo
Descalço vou adiante num ir longe, embora
Solto das mãos murmúrios sussurrantes
Do basalto explode um bando de pombos bravos, alguns negros
Há um livro branco apenas com a palavra ausência
Há uma carta de marear para um rumo de mil segredos
Flores de solidão crescem em pedaços de fria lava
Um espantalho saltou-me do bolso a remexer
Uma sombra desceu a janela e tocou-me
Cerrei olhos para sentir o que não queria ver
Luminoso fim de semana
Doce beijo
... e que espera a luz - de um doce sorriso - que a abra :)
Muito lindo Marta! Beijinho carinhoso e BFS
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