quinta-feira, dezembro 27, 2012
VELHA LOUCA
Gosto de ser "a velha louca do cais"....
Deixam-me em paz; não interferem com o meu tempo...
A única coisa a que posso chamar minha...
Se é solitário o meu tempo?
Ás vezes....Não o posso negar; mas usufruo-o por completo....
Talvez porque só conheci barulho e angústia na vida...
E as memórias de infância.....
O meu recanto secreto para onde fugia quando apagava a luz e tinha a certeza de que ninguém me perseguia...
Porque há decisões fatais e pessoas que nunca deveríamos ter conhecido....
(Continua)
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4 comentários:
Deixá-la em paz... a velha louca do cais, porque ela tem mais juízo que o ruído do tempo, quando as decisões são fatais e e as luzes perseguidas...
O Poeta é um ser impetuoso; inquieto e sofredor, ouve os sussurros da sua própria dor.
Bebe, sofregamente, da água de um rio tumultuoso sem matar a sede.
Só são loucos os lúcidos e velhos os que não têm espírito.
Um poema em forma de prosa-poética muito interessante.
Gostei da personagem.
Continua...
Beijo, querida amiga Marta.
Marta
Qunado falamos em decisóes fatais, as situações são irreversiveis. De pessoas que não deviamos conher, ainda assim podemos aprender pela negativa,
Feliz ano de 2013!
Beijos
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