segunda-feira, outubro 05, 2015

JANELA



Fecho a janela à brisa,
sem que ofereça qualquer explicação...
E a brisa espanta-se, lamenta-se
Pois nunca lhe neguei a entrada
na noite dos meus sonhos,
dos meus risos
Mas hoje quero esquecer tudo
Até de mim...


AZURE” De Karen Conine

3 comentários:

Ailime disse...

Boa noite Marta,
Um poema lindo e reflexivo!
Há momentos em que até a brisa nos atordoa e “esvaziar-nos” nem que seja por um breve lapso de tempo só nos poderá fortificar!
Um beijinho e obrigada pela sua visita.
Ailime

© Piedade Araújo Sol disse...

pois!
há dias assim...
um beijo

:)

Sofá Amarelo disse...

Fechar a janela à brisa não é necessariamente fechar a janela ao vento... porque o vento é mais forte, mais insinuante, e consegue entrar pelas noites dos sonhos e instalar-se até nos risos...