sábado, novembro 19, 2016

FUGA



Hoje,
fujo novamente das palavras...
E nada lhes confesso
Torno-as pesadas...
Cinzentas como o dia
que dilacera a vidraça...



DE FRANCINE VON HOVE

3 comentários:

Sofá Amarelo disse...

E os dias continuam cinzentos e as vidraças dilaceradas, de tal modo que nem apetece articular palavra... são os momentos em que só podemos confiar no silêncio...

Graça Pires disse...

Um poema profundo. Fugir das palavras. Torná-las pesadas. Como se ganhassem o som de um grito...
Belíssimo, Marta.
Uma boa semana.
Beijos.

Manuel Luis disse...

Estive assim esta tarde enquanto saboreava umas castanhas do meu jardim.
Bj