segunda-feira, agosto 21, 2017

REVOLTA




Esta noite,
ergo um muro
de silêncio à minha volta...
Os outros não me veem,
não me sentem...
Esquecem-me...
E também eu me esqueço de mim
até que a voz se revolta
e estilhaça o silêncio....



DA PÁGINA "DISCOVER ART"

5 comentários:

© Piedade Araújo Sol disse...

e o silêncio quebrado
talvez(sempre) apazigua a alma
boa semana.
beijos
:)

Sofá Amarelo disse...

"Estilhaça o silêncio"... acho que nem os grandes poetas conseguiram ir buscar "imagens" tão fortes e tão sentidas... além da beleza da conjugação das palavras... e todos os muros um dia serão para derrubar...

Graça Pires disse...

O silêncio. O silêncio que dói na voz. Um muro que é preciso deitar abaixo para que o horizonte seja visível na vertente do olhar...
Gostei, Marta.
Um beijo.

Jaime Portela disse...

Às vezes precisamos de muros.
Mas eles existem para serem derrubados, pelo menos alguns...
Magnífico poema, gostei imenso.
Bom fim de semana, querida amiga Marta.
Beijo.

Ailime disse...

Boa tarde Marta,
Por vezes é bom deixarmos que a voz irrompa os nossos silêncios.
Muito belo o poema.
Beijinhos
Ailime