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PRÉMIO

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Prémio atribuido pela Pekenina - Blog "A Força de Uma Pipoca"... Obrigada..... Devia atribuir este prémio a mais 7 Blogs, mas, e como acho que todos o merecem, não o vou fazer... Estamos no Natal - gostaria de deixar um poema sobre o Natal, mas ainda não o encontrei... Boas Festas para todos os que aqui passam - obrigada pela companhia, pela amizade... Estarei por aqui; a porta está sempre aberta....

AUSÊNCIA, FALTAS E DECISÕES

Por muito tempo achei que a ausência é falta. E lastimava, ignorante, a falta. Hoje não a lastimo. Não há falta na ausência. A ausência é um estar em mim. E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços, que rio e danço e invento exclamações alegres, porque a ausência, essa ausência assimilada, ninguém a rouba mais de mim. Carlos Drummond de Andrade O meu comentário?? Estar ausente de si próprio... Quando se está indeciso.... Decisões complicadas... Implicam estar atento às consequências.... Uma maneira de se defender? Nem sempre.... Por vezes, o estar presente é essencial... Há decisões que nos pertencem exclusivamente.... E há quem as roube... Com consequências desastrosas para nós...

BEIJO DE PAIXÃO

Nunca são as coisas mais simples que aparecem quando as esperamos. O que é mais simples como o amor, ou mais evidente dos sorrisos, não se encontra no curso previsível da vida. Porém, se nos distraímos do calendário, ou se o acaso dos passos nos empurrou para fora do caminho habitual, então as coisas são outras. Nada do que se espera transforma o que somos se não for isso; um desvio no olhar; ou a mão que se demora no teu ombro, forçando uma aproximação dos lábios Nuno Júdice O meu comentário?? Somos quem somos... Sentimos como sentimos... Porque nada é simples, nada é evidente... É a nossa maneira de olhar... São os segredos da nossa mão... Como se tornam presentes... O que desencadeiam naquele momento.... Em que se troca um beijo de paixão....

NA LUZ DO AMOR

Trabalho o poema sobre uma hipótese: o amor que se despeja no copo da vida, até meio, como se o pudéssemos beber de um trago. No fundo, como o vinho turvo, deixa um gosto amargo na boca. Pergunto onde está a transparência do vidro, a pureza do líquido inicial, a energia de quem procura esvaziar a garrafa; e a resposta são estes cacos que nos cortam as mãos, a mesa da alma suja de restos, palavras espalhadas num cansaço de sentidos. Volto, então, à primeira hipótese. O amor. Mas sem o gastar de uma vez, esperando que o tempo encha o copo até cima, para que o possa erguer à luz do teu corpo e veja, através dele, o teu rosto inteiro. Plano - de Nuno Júdice O meu comentário?? O Amor...o actor principal de uma peça muito pessoal... Planos, projectos sem qualquer futuro... Porque não há amor... Tudo engloba... Tudo diz... Basta realmente deixar que a luz.... se insinue e nos ilumine.................. ================================= P.S.: O Com Amor tem nova cara; espero que gostem.......

NOMES E AMORES

Como se o teu amor tivesse outro nome no teu nome, chamo por ti; e o som do que digo é o amor que ao teu corpo substitui a doçura de um pronome- tu, a sílaba única de uma eclosão de flor. Nuno Júdice - (Excerto) O meu comentário?? Vive-se... Ama-se intensamente... Não há nomes; não há nada... Há apenas amor.... Declaração de amor de alguém que está profundamente apaixonado... Se sente diferente... Tudo é mais doce....mais suave.... Dizer o nome de quem se ama.... respirar fundo e suspirar.... Profundamente..........................

TRISTES

POEMA XX - PABLO NERUDA - "Vinte Poemas de Amor e uma canção desesperada". *** Posso escrever os versos mais tristes esta noite. Escrever, por exemplo, "A noite tem estrelas, e, azuis, os astros tiritam na distância". O vento nocturno gira no céu e canta. Posso escrever os versos mais tristes esta noite. Eu amei-a e, por vezes, ela também me quis. Em noites como esta tive-a nos meus braços. Beijei-a tantas vezes sob o céu infinito. Ela quis-me e por vezes eu também lhe queria. Como não ter amado seus grandes olhos firmes? Posso escrever os versos mais tristes esta noite. Pensar que não a tenho. E sentir que a perdi. Ouvir a noite imensa, mais imensa sem ela. E o verso cai na alma qual no prado o rocio. Que importa que o meu amor não pudesse guardá-la! A noite tem estrelas e ela não está comigo. O meu comentário??? A noite também guarda memórias... Desses amores contrariados, gastos, perdidos... Torna-se realmente imensa... Porque divagamos, lamentamos, esquecemo-nos...

PRESENTES

Tu eras também uma pequena folha que tremia no meu peito. O vento da vida pôs-te ali. Ao princípio, não te vi; não soube que ias comigo, até que as tuas raízes atravessaram o meu peito, se uniram aos fios do meu sangue, falaram pela minha boca, floresceram comigo. Pablo Neruda O meu comentário?? E não é o Amor assim??? Conquista-nos lentamente, testa os nossos limites... Torna-se nosso cúmplice... imprescendível... Parte de nós e morre connosco.... Ou não.... Pode ser apenas uma ilusão, uma utopia... Talvez porque não se abre o peito... Não se abraça o mundo... Eu abraço o mundo e às vezes, recebo presentes inesperados..............