sexta-feira, julho 04, 2008

PACIÊNCIA

Se cada dia cai




Se cada dia cai, dentro de cada noite,



há um poço



onde a claridade está presa.






há que sentar-se na beira



do poço da sombra



e pescar luz caída



com paciência.




Pablo Neruda (Últimos Poemas)



O meu comentário???



Paciência....nem sempre temos....



Exigimos demais...



Queremos demais....



Ás vezes.....nem sabemos bem o quê e para quê....



Loucuras da juventude????



Receios da velhice???



Um dia, chega...



Acorda outros demónios......



Mostra outras tonalidades da luz....



Vislumbra-se uma certa esperança....



Uma certa paz.....um certo savoir-faire.....



Ajuda-nos a afastar esses demónios....



Pacientemente...

8 comentários:

Alexandre disse...

Sim, este poema só podia de Neruda - só ele teria a força e a coragem de escrever em poucas palavras sentidos gigantes da vida! Lindo, excelente escolha!!!!

Muitos beijinhos, Marta!

Só Eu disse...

Marta
E agora? Faltam-me as palavras...
Só digo Lindo!
Beijinhos

Sol da meia noite disse...

Talvez o segredo seja viver cada momento, em tempo real... coisa que nos dias de hoje é tão difícil...
Acho que corremos sem saber ao certo para onde queremos ir.

Beijinho *

daniel disse...

Marta

Para um interessante tema de Pablo Neruda, comentário com substância adequada. Aprovo!...
Um abraço e um beijo, Daniel

Miriette Le Fay disse...

A vida está cheia de demónios uns passam outros ficam acompanhando uma cicatriz que já mais desaparecerá. Temos de os infrentar ou então abraçá-los e aprender a viver com eles...

Three Love's disse...

belíssimo poema de Neruda, não são poucas as vezes em que é preciso debruçar-se à beira do poço e pescar luz caída.

b.e.i.j.o.s.

Jade disse...

Pablo Neruda, maravilhoso
e teu comentário é simplesmente... um certo savoir-faire.
:)
beijo

P.S.:já tinha saudades de vir aqui!

RENARD disse...

Os demónios... Sempre os demónios! Quando pensamos que já não nos incomodam; que já se encontram numa qualquer cela escura e rebuscada na nossa mente, eis que chega um demónio parecido que, com um gesto ligeiro de mão, abre o cadeado e somos inundados de velhos e empoeirados demónios que parecem ter rejuvenescido com a força daquele novo que agora nos atormenta...

Sempre os demónios...

Um dia, temos de convidá-los para chá... Quem sabe, junta-se "água benta" e são exorcisados... :)

Beijinho