sexta-feira, julho 25, 2008

SAUDADE

Desaparecido


Sempre que leio nos jornais:
«De casa de seus pais desapar’ceu...»
Embora sejam outros os sinais,
Suponho sempre que sou eu.


Eu, verdadeiramente jovem,
Que por caminhos meus e naturais,
Do meu veleiro, que ora os outros movem,
Pudesse ser o próprio arrais.


Eu, que tentasse errado norte;
Vencido, embora, por contrário vento,
Mas desprezasse, consciente e forte,
O porto do arrependimento.


Eu, que pudesse, enfim, ser eu!
- Livre o instinto, em vez de coagido.
«De casa de seus pais desapar’ceu...»
Eu, o feliz desaparecido!


Carlos Queirós


O meu comentário???


Por vezes, temos essa vontade....


Desaparecer...


Recomeçar noutro lugar....


Noutro mundo.....


Partilhar outras ideias, outras verdades....


Não muda o Vento....


As histórias ficam sempre gravadas na memória...


E há sempre a Saudade...


Nunca desaparece................

4 comentários:

Entre "aspas" disse...

A saudade permanece sempre aquando dos bons momentos e recordações de um passado que nos fez sorrir.
Bom fim de semana
Bjs Zita

Só Eu disse...

Lindo Marta.
Boa escolha do Carlos Queirós.
Quanto ao teu comentário na linha (belissima) dos anteriores.
Beijinhos

Sol da meia noite disse...

Comandar a própria vida... desaparecer, reaparecer...
Errar, corrigir... mas sentir o gosto da liberdade...

Mas tantas são as prisões... :-(
Tanto é o que nos condiciona...

Beijinho *
:-)

RENARD disse...

A eterna vontade de desaparecer. De, por vezes, não ser e não estar!
Quantas vezes batalho com o facto de não querer ser eu própria? Quantas vezes sonhei ser outra que não eu?

Mas a vida não é assim e temos de nos fazer valer por aquilo que somos. Seja isso muito ou pouco, não é Martinha?

Obrigada pelo chá e pela conversa

Beijinho Tribal