terça-feira, outubro 14, 2008

DISCRETAS E DÓCEIS

Amar, sendo amado, não é lume passado


no braseiro do presente, ainda quente:


e ser amado, amando, inscreve-se no fado


em que o passado queima a lenha do presente.




Excerto do poema "Amor" de Nuno Júdice


(Livro "O Breve Sentimento do Eterno")





O meu comentário???





Fico sem palavras....





Invadida por um calor...





Que não sei descrever...





Em que a certeza de amar e ser amada...





Ainda se escreve....





Nas linhas da lua....





No silêncio das estrelas....





Discretas, dóceis e cúmplices.................

6 comentários:

Só Eu disse...

E afinal, amar e ser amado "é fogo que arde sem se ver"...
Mais uma bela escolha e um comentário quente, quente...
Beijinhos

Sol da meia noite disse...

Amar, sendo amado, é nunca deixar que a chama se apague... é dar mais e mais calor à chama...

Beijinho *

Tentativas Poemáticas disse...

As estrelas não estão em silêncio, nós é que estamos muito distantes
para as ouvirmos.
Gostei muito do seu blogue. Parabéns.
Abraço terno.
António

JOICE WORM disse...

Tenho um amigo que disse que todos os poetas que falam de amor, também falam de estrelas, noite e de lua. Realmente é infalível.
Vou começar a analisar porque o sol não consegue falar de amor. Porque o sorriso não fala da emoção que sente enquanto beija, porque os cabelos não se desalhinham em palavras quando encontra a pessoa que ama...
Hum... Bom tema de análise...

Je Vois la Vie en Vert disse...

Também fiquei sem palavras depois destas palavras tão lindas e discretas !

ma chère Marta, si tu veux lire des livres en français, j'ai laissé sur mon blog un link sérieux où tu peux acheter des livres d'occasion ou presque neufs.

Bisous verts

BC disse...

Tudo bem Marta?
Andas desaparecida, ou então ou eu que ando na lua.
jocas