Identidade
Preciso ser um outro
para ser eu mesmo
Sou grão de rocha
Sou o vento que a desgasta
Sou pólen sem insecto
Sou areia sustentando
o sexo das árvores
Existo onde me desconheço
aguardando pelo meu passado
ansiando a esperança do futuro
No mundo que combato morro
no mundo por que luto nasço
Mia Couto, in "Raiz de Orvalho e Outros Poemas"
O meu comentário???
Porque me encontro,
reinvento-me
em estradas não assinaladas....
A verdade para além da verdade...
Num passado sem glória,
num futuro com sucesso...
Perco-me nos labirintos da vida,
cruzo-me com quem já perdeu tudo
e cansou-se da vida...
Não estou cansado..
Não quero desistir...
Ainda não sei quais são
os meus limites.....
6 comentários:
Parabéns pela escolha do poeta e do poema.
Relativamnte ao comentário "Num passado sem glória, num futuro com sucesso... ". Oxalá concretizes.
Bjo
Criação , aperfeiçoamento..
Tantas palavras que se sustentam umas nas outras, não resistinto a própia evolução do ser.
Sem limites o bom gosto que tens nas tuas escolhas e a felicidade dos teus comentários.
Beijos
Jorge
http://escarniosmaldizeres.blogspot.com/
Olá, caríssima, como está?
Venho desejar-lhe
uma BOA PÁSCOA!
Bjjss
As estradas são longas. Muitas vezes reinventamos a vida. A verdade é que a vida, (material) modifica-se com o tempo. Cremos que a alma seja eterna e a vida adentra o labirinto material. A nossa força perde o seu limite. Desconhecemos essa força!
Gostei de encontrar aqui Mia Couto com um poema fantástico, que tu reflectes na perfeição reinventando o poema e reinventando-te...
Um beijo e Boa Páscoa.
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