segunda-feira, abril 18, 2011

LIMITES

Identidade

Preciso ser um outro

para ser eu mesmo



Sou grão de rocha

Sou o vento que a desgasta



Sou pólen sem insecto



Sou areia sustentando

o sexo das árvores



Existo onde me desconheço

aguardando pelo meu passado

ansiando a esperança do futuro



No mundo que combato morro

no mundo por que luto nasço



Mia Couto, in "Raiz de Orvalho e Outros Poemas"

O meu comentário???
Porque me encontro,
reinvento-me
em estradas não assinaladas....
A verdade para além da verdade...
Num passado sem glória,
num futuro com sucesso...
Perco-me nos labirintos da vida,
cruzo-me com quem já perdeu tudo
e cansou-se da vida...
Não estou cansado..
Não quero desistir...
Ainda não sei quais são
os meus limites.....
 

6 comentários:

Álvaro Lins disse...

Parabéns pela escolha do poeta e do poema.
Relativamnte ao comentário "Num passado sem glória, num futuro com sucesso... ". Oxalá concretizes.
Bjo

| A.Luiz.D | disse...

Criação , aperfeiçoamento..
Tantas palavras que se sustentam umas nas outras, não resistinto a própia evolução do ser.

A. Jorge disse...

Sem limites o bom gosto que tens nas tuas escolhas e a felicidade dos teus comentários.

Beijos

Jorge

http://escarniosmaldizeres.blogspot.com/

Vieira Calado disse...

Olá, caríssima, como está?

Venho desejar-lhe

uma BOA PÁSCOA!

Bjjss

Machado de Carlos disse...

As estradas são longas. Muitas vezes reinventamos a vida. A verdade é que a vida, (material) modifica-se com o tempo. Cremos que a alma seja eterna e a vida adentra o labirinto material. A nossa força perde o seu limite. Desconhecemos essa força!

Graça Pires disse...

Gostei de encontrar aqui Mia Couto com um poema fantástico, que tu reflectes na perfeição reinventando o poema e reinventando-te...
Um beijo e Boa Páscoa.